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O IMPACTO DO USO DE TELAS NA SAÚDE BUCAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

SCARPINI, Maria Alice¹; TANAKA, Orlando Motohiro²; GASPARELLO, Gil Guilherme²; OLIVEIRA, Maria Eliza Rosa de²; WAMMS, Eduarda Cristina²; BARK, Mohamad Jamal³
Curso do(a) Estudante: Odontologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): PPGO – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O aumento do uso de telas por adolescentes, foi intensificado durante a pandemia de COVID-19, tem sido associado a mudanças comportamentais e de saúde. Esse cenário inclui alterações nos padrões de sono, dieta, atividade física e higiene oral, fatores diretamente relacionados ao desenvolvimento de doenças crônicas e condições bucais, como a cárie dentária. Além disso, evidências sugerem que maior tempo de exposição a dispositivos eletrônicos está relacionado ao consumo de alimentos cariogênicos e menor frequência de escovação, impactando negativamente a saúde bucal. OBJETIVOS: O objetivo deste estudo é avaliar a relação entre o tempo utilizado em atividades em frente de telas por adolescentes de 11 a 14 anos e sua relação com a saúde bucal, a fim de verificar se há relação direta entre maior tempo de telas e a presença de dentes cariados, perdidos e obturados nesta população. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo transversal, com participantes entre 11 e 14 anos. O tempo de tela foi avaliado por meio de questionário abordando o uso de televisão, internet, dispositivos móveis e jogos eletrônicos, considerando o limite recomendado de até 2 horas diárias. A saúde bucal foi avaliada por exame clínico utilizando os índices CPO-D e CEO-d, realizados por examinadores calibrados. São excluídos indivíduos com doenças sistêmicas ou em uso contínuo de medicação. RESULTADOS: Dos 333 adolescentes avaliados (11-14 anos), 77,3% pertenciam a famílias com renda superior a um salário-mínimo e 60,2% residiam com ambos os pais. O tempo médio de tela foi de 10,3h/dia (DP = 4,73), acima do recomendado pela OMS e SBP, e o CPO-D médio foi de 2,04 (DP = 2,31). A renda associou-se negativamente à cárie (p < 0,01) e positivamente ao tempo de tela (p < 0,05). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os adolescentes apresentaram tempo de tela acima do recomendado e experiência de cárie relevante (CPO-D = 2,04), sendo a renda familiar associada positivamente ao tempo de tela e negativamente à cárie (p < 0,05 e p < 0,01, respectivamente). Os achados, de natureza associativa dado o delineamento transversal, reforçam a necessidade de estratégias interdisciplinares para o uso equilibrado de telas e promoção de hábitos bucais saudáveis.

PALAVRAS-CHAVE: Uso de telas; Saúde Bucal; Crianças; Adolescentes; Cárie.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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