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ANALISE ESTATISTICA QUANTITATIVA DA APLICAÇAO DO CHECKLIST DE CIRURGIA SEGURA

MACHADO, Giulia Azolin¹; BAHTEN, Luiz Carlos Von³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Garantir a segurança do paciente durante procedimentos cirúrgicos é umdesafio constante na assistência à saúde. O programa “Cirurgias Seguras SalvamVidas” da Organização Mundial da Saúde introduziu o Checklist de Cirurgia Seguracomo uma ferramenta padronizada para reduzir complicações, prevenir erros eaprimorar a comunicação no centro cirúrgico. No entanto, a simples presença doprotocolo não assegura sua eficácia, sendo necessária uma aplicação engajada ealinhada à cultura organizacional. OBJETIVOS: Avaliar de forma quantitativa a utilizaçãodo Checklist de Cirurgia Segura, mensurando a taxa de preenchimento e a adesãoaos itens obrigatórios nas diferentes etapas cirúrgicas, além de identificar falhas naaplicação e relacionar o uso do instrumento com a percepção de segurança ecomunicação da equipe. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional,descritivo e transversal, com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada em umhospital em Curitiba, com recrutamento presencial, a coleta de dados ocorreu por meiode questionário eletrônico aplicado a 23 profissionais atuantes no centro cirúrgico,incluindo cirurgiões, anestesiologistas e equipe de enfermagem RESULTADOS: Aamostra foi composta majoritariamente por cirurgiões (65%), com expressivaexperiência prática (83% com mais de 10 anos de atuação). A taxa de adesão aochecklist variou significativamente conforme a etapa cirúrgica. No momento Sign In(antes da indução anestésica), 65% aplicam sempre o protocolo. O Time Out (antesda incisão) apresentou a maior conformidade, com 87% de aplicação contínua. Emcontrapartida, o Sign Out (antes de o paciente sair da sala) menos uso, sendo que48% realizam sempre e 30% nunca executam a checagem. Sobre a dinâmica daequipe, 91% indicaram haver um condutor designado para o checklist, mas apenas52% afirmaram que todos os integrantes participam ativamente do processo. Apesardas variações operacionais, a percepção teórica da ferramenta é excelente: 100% dosprofissionais acreditam que o checklist aumenta a segurança e previne eventosadversos, e 91% reconhecem melhora na comunicação. Apenas 4% consideram oprotocolo uma burocracia desnecessária. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O checklist possuiforte aceitação teórica e é valorizado pela equipe, mas sua execução prática éfragmentada. A conformidade é alta na etapa pré-incisional, porém apresenta usoinferior na verificação final (Sign Out). O alcance da eficácia máxima da ferramentaexige adequações na cultura institucional e novos treinamentos, visando transformaro preenchimento documental em uma comunicação interprofissional efetiva durantetodo o procedimento.

PALAVRAS-CHAVE: Centro cirúrgico hospitalar; Checklist; Segurança do paciente; Comunicação em saúde; Procedimento cirúrgicos operatórios.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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