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EVOLUÇÕES URBANAS: HISTÓRIA E VANGUARDA NO DESENVOLVIMENTO DA ENERGIA URBANA NO DESENHO DE CIDADES

CUENCA, Enzo Gabriel Tiepolo¹; HARDT, Carlos²; HARDT, Leticia Peret Antunes²; HARDT, Marlos³
Curso do(a) Estudante: Arquitetura e Urbanismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Arquitetura e Urbanismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A energia constitui um componente estruturante do desenvolvimento urbano, influenciando a formação, a expansão e a transformação das cidades ao longo da história. OBJETIVOS: Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o papel da energia no desenho urbano à luz de sua evolução histórica e de suas aplicações contemporâneas, delimitando seus principais componentes, identificando marcos históricos e analisando o estado da arte em diferentes escalas. MATERIAIS E MÉTODO: O estudo adotou abordagem qualitativa, exploratória, bibliográfica e documental, com consulta a trechos de livros, artigos científicos, relatórios técnicos, documentos institucionais e materiais audiovisuais. Inicialmente, foi elaborada uma leitura histórica dos sistemas energéticos urbanos, abrangendo o uso de forças humanas, animais e naturais nas primeiras cidades, a sistematização hidráulica na Antiguidade, o aperfeiçoamento de moinhos e rodas d’água na Idade Média, a centralidade do carvão na Revolução Industrial, a eletrificação urbana, a expansão associada ao petróleo e ao automóvel e, posteriormente, a emergência das preocupações ambientais e da transição energética. Em seguida, foram examinadas fontes relevantes da atualidade, como biomassa, geotermia, hidreletricidade, energia nuclear, solar, eólica, aproveitamento energético de resíduos e energia maremotriz. Para a análise do estado da arte, foram selecionados quatro estudos de caso em três escalas: o Centro Sebrae de Sustentabilidade e o Bullitt Center, na escala do edifício; o Bo01, na escala do bairro; e Yokohama, na escala da cidade. RESULTADOS: Os resultados demonstraram que a energia urbana assume funções distintas e complementares conforme a escala analisada. Nos edifícios, destacam-se a redução da demanda, a adaptação climática, a geração local e o monitoramento; no bairro, o compartilhamento de redes, o armazenamento e a integração com mobilidade, paisagem e infraestrutura ambiental; e, na cidade, a governança, a coordenação entre agentes e a articulação com redes territoriais externas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a evolução da energia urbana não ocorre apenas pela substituição de fontes, mas pela reorganização das relações entre arquitetura, infraestrutura, tecnologia, sociedade e território. As experiências estudadas também evidenciam que metas ambientais e sistemas avançados não garantem, isoladamente, desempenho efetivo ou inclusão social, exigindo avaliação contínua, gestão e adequação às condições locais.

PALAVRAS-CHAVE: Energia urbana; Desenho urbano; Transição energética; Sustentabilidade; Sistemas multiescalares.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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