EVOLUÇÕES URBANAS: HISTÓRIA E VANGUARDA NO DESENVOLVIMENTO DO USO E DA OCUPAÇÃO DO SOLO NO DESENHO DE CIDADES
INTRODUÇÃO: O uso e a ocupação do solo constitui um dos principais componentes da estrutura urbana, influenciando a organização das atividades, a forma das cidades e a qualidade dos espaços construídos. Compreender sua evolução histórica e sua aplicação no planejamento contemporâneo permite interpretar como diferentes instrumentos urbanísticos responderam às transformações sociais, econômicas e espaciais ao longo do tempo. OBJETIVOS: A pesquisa teve como objetivo analisar a evolução do uso e da ocupação do solo desde os primeiros assentamentos humanos até as abordagens urbanísticas contemporâneas, identificando permanências, rupturas e transformações na relação entre uso do território, ocupação urbana e instrumentos de planejamento. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia é baseada em revisão bibliográfica de caráter histórico e analítico, complementada por análise documental da legislação urbanística e por estudos de caso selecionados em áreas urbanas consolidadas. Foram examinadas as diferentes concepções de uso e ocupação do solo em distintos períodos histórico e sua aplicação em três experiências contemporâneas: as Superilles de Barcelona, os Eixos Estruturais de Curitiba e a HafenCity de Hamburgo. RESULTADOS: Os resultados demonstraram que o uso e a ocupação do solo não evoluíram de forma linear, mas por meio de sucessivas mudanças na relação entre prática urbana e regulamentação. Enquanto nas cidades antigas e medievais o uso misto surgia espontaneamente da organização econômica e social, o urbanismo moderno consolidou instrumentos capazes de determinar previamente a ocupação e o uso do território. A análise evidenciou que as abordagens contemporâneas retomam o uso misto e a proximidade entre atividades como objetivos do planejamento urbano, porém a partir de diferentes instrumentos, como projetos de espaço público, legislação urbanística e gestão pública do solo. A comparação entre os estudos de caso mostrou que não existe um modelo único de intervenção, sendo a eficácia dos instrumentos condicionada às características do território, à estrutura urbana preexistente e ao contexto institucional. Concluindo que o uso e a ocupação do solo representam um componente dinâmico do desenho urbano, onde compreensão exige abordagem integrada entre história, legislação e planejamento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados reforçam a importância da relação entre uso do solo, mobilidade, infraestrutura e espaço público para a qualificação de cidades mais acessíveis, diversificadas e sustentáveis, além de fornecerem base teórica para a análise dos demais componentes do desenho urbano.
PALAVRAS-CHAVE: uso e ocupação do solo; evolução urbana; planejamento urbano; desenho urbano; uso misto.
Votação encerrada.