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ADESÃO MEDICAMENTOSA E CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM IDOSOS: ESTUDO TRANSVERSAL EM UM SERVIÇO SECUNDÁRIO DO SUS

MONTI, Ana Clara Borges¹; BAENA, Cristina Pellegrino³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais prevalentes entre a população idosa no Brasil e representa um importante problema de saúde pública, estando associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares e à redução da qualidade de vida. O tratamento da HAS envolve medidas farmacológicas e não farmacológicas, sendo a adesão ao tratamento medicamentoso considerada um dos fatores fundamentais para o alcance das metas pressóricas. Entretanto, o controle da pressão arterial é um processo multifatorial, podendo ser influenciado por condições clínicas, comportamentais e pelas dificuldades relacionadas ao uso dos medicamentos. Nesse contexto, compreender a relação entre adesão medicamentosa e controle pressórico em idosos torna-se relevante para o aprimoramento das estratégias de acompanhamento dessa população. OBJETIVOS: Analisar a possível associação entre a adesão medicamentosa e o controle da HAS em idosos atendidos em um serviço secundário do Sistema Único de Saúde, identificando o controle pressórico, avaliando a adesão pelos instrumentos Medida de Adesão aos Tratamentos (MAT) e Brief Medication Questionnaire (BMQ) e verificando a correlação entre essas ferramentas. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo observacional, transversal e multicêntrico, realizado com 190 idosos acompanhados em ambulatórios especializados do Ambulatório do Hospital Universitário Cajuru e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. A adesão medicamentosa foi avaliada pelos questionários MAT e BMQ, enquanto o controle pressórico foi determinado conforme as metas estabelecidas pela Diretriz Brasileira de Hipertensão. . RESULTADOS: A média de idade foi de 71,6 anos, sendo que 58,9% dos participantes apresentaram controle pressórico. Pelo MAT, 78,4% foram classificados como aderentes, porém não houve associação entre essa classificação e o controle da pressão arterial utilizando o ponto de corte convencional. A análise exploratória com ponto de corte 6 sugeriu associação entre maior adesão e melhor controle pressórico, embora com baixa capacidade discriminatória, mesmo estatisticamente significante. Pelo BMQ, 82,1% relataram alguma dificuldade relacionada ao uso dos medicamentos, principalmente para leitura das embalagens, sem associação com o controle pressórico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nesta população, o controle da hipertensão arterial mostrou-se dependente de múltiplos fatores, não sendo explicado exclusivamente pela adesão medicamentosa ou pelas dificuldades práticas relacionadas ao uso dos medicamentos, reforçando a necessidade de uma abordagem integral ao paciente idoso hipertenso.

PALAVRAS-CHAVE: Hipertensão arterial sistêmica; Adesão medicamentosa; Idosos; Controle pressórico; Sistema Único de Saúde.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC.

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