Logo PUCPR

PRIORIDADES DOS STAKEHOLDERS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS NO PARANÁ

KARAM, Marcela Fabri¹; BARCELLOS, Demian da Silveira³
Curso do(a) Estudante: Engenharia de Computação – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Arquitetura e Urbanismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O avanço da urbanização e a intensificação dos desafios urbanos impõem a necessidade de soluções que articulem inovação tecnológica, sustentabilidade ambiental e inclusão social; no Paraná, a articulação entre os diferentes atores responsáveis por essa agenda ainda é limitada pela ausência de mecanismos estruturados de consulta. OBJETIVOS: Identificar áreas e ações prioritárias para o desenvolvimento de cidades inteligentes e sustentáveis no Paraná, comparando as percepções de cinco grupos de stakeholders – governo, academia, setor privado, sociedade civil e organismos internacionais – e contrastando esses achados com uma amostra internacional adicional coletada por meio de uma versão em inglês do mesmo instrumento. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa combinou revisão sistemática da literatura nas bases Scopus e Web of Science com a aplicação de um questionário estruturado (escala Likert de 1 a 5, 74 Itens organizados em cinco blocos temáticos) via Google Forms, em português (100 respondentes) e em inglês (31 respondentes); a comparação entre setores utilizou estatística descritiva (média, mediana, desvio-padrão) e, para os respondentes de setor único em cada amostra (82 na versão em português; 25 na versão em inglês), o teste de normalidade de Shapiro-Wilk seguido do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, com post-hoc de Dunn (correção de Holm-Bonferroni) nos casos de significância. RESULTADOS: As médias de concordância com os conceitos de cidade inteligente e cidade sustentável foram uniformemente altas em todos os setores e em ambos os idiomas (entre 4,53 e 4,68 na versão em português; entre 4,25 e 4,66 na versão em inglês), configurando um cenário de forte convergência conceitual; na versão em português, o teste de Kruskal-Wallis identificou diferença estatisticamente significativa em apenas três das 74 questões (Q11, Q30 e Q35; p<0,05), relacionadas à experiência prática institucional; na versão em inglês, cinco questões apresentaram diferença significativa no teste ômnibus, todas nos blocos de áreas prioritárias e estratégias, mas nenhuma sobreviveu ao post-hoc corrigido, dada a reduzida dimensão dos grupos (governo n=2; organismo internacional n=1). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados sugerem que já existe, entre os stakeholders paranaenses e internacionais, um terreno conceitual comum sobre cidades inteligentes e sustentáveis, favorável à construção de políticas públicas integradas as divergências relevantes concentram-se na experiência prática e nas prioridades operacionais, e não na definição do conceito de cidade inteligente e sustentável.

PALAVRAS-CHAVE: Cidades inteligentes; Cidades sustentáveis; Stakeholders; Políticas públicas; Estatística não paramétrica.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.