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AVALIAÇÃO FORMATIVA NO ENSINO SUPERIOR EM SAÚDE: A PERSPECTIVA DE ALUNOS DE ENFERMAGEM E FARMÁCIA

PIVESSO, Isadora Chaud¹; OLIVEIRA, Gracinda Maria D Almeida E³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Farmácia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A avaliação formativa tem se consolidado como uma estratégia importante no ensino superior pelo fato de favorecer o acompanhamento contínuo da aprendizagem, estimular a autorregulação dos estudantes e buscar a melhora das práticas pedagógicas. No contexto da formação em saúde, compreender a percepção discente sobre esse modelo avaliativo é relevante para o desenvolvimento de métodos de aprendizagem mais eficazes. Objetivos: Investigar a percepção dos estudantes dos cursos de Enfermagem e Farmácia acerca das práticas de avaliação formativa, analisando sua relação com o processo de aprendizagem, a motivação e o desempenho acadêmico OBJETIVOS: Investigar a percepção dos estudantes dos cursos de Enfermagem e Farmácia acerca das práticas de avaliação formativa, analisando sua relação com o processo de aprendizagem, a motivação e o desempenho acadêmico MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, de delineamento transversal, desenvolvido em uma instituição privada de ensino superior da região Sul do Brasil. A pesquisa abrange estuantes regularmente matriculados nos cursos de Enfermagem e Farmácia. Os participantes serão convidados a responderem um questionário eletrônico, mediante aceite do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados serão agrupados e submetidos à análise estatística descritiva RESULTADOS: dos cursos de Enfermagem e Farmácia. Verificou-se que apenas 41% dos participantes compreendiam corretamente o conceito de avaliação formativa como processo contínuo de acompanhamento da aprendizagem, enquanto 57% a associaram equivocadamente a um teste não avaliativo. As atividades formativas estavam presentes em todas as disciplinas cursadas para 48% dos estudantes e em apenas algumas para 53%. Os principais benefícios apontados foram a possibilidade de autoavaliação (36%), a percepção de menor estresse em comparação às avaliações somativas (29%), sua utilização como estratégia de estudo (22%) e o auxílio no acompanhamento contínuo do progresso acadêmico (13%). A maioria dos estudantes (79%) relatou que as atividades formativas permitem identificar dificuldades de aprendizagem e direcionar os estudos, e 77% afirmaram que essa estratégia favorece a compreensão progressiva dos conteúdos ao longo do curso. Como sugestão de aprimoramento, 44% dos participantes indicaram preferência pela realização das atividades em horário de aula e sem consulta a materiais de apoio CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados demonstram que, embora os estudantes reconheçam os benefícios da avaliação formativa para o acompanhamento da aprendizagem e o desenvolvimento da autorreflexão, ainda persistem lacunas na compreensão de seu conceito, além de implementação heterogênea entre as disciplinas. Conclui-se que a consolidação dessa estratégia avaliativa depende de ações institucionais voltadas à capacitação docente e ao esclarecimento de seus objetivos junto aos estudantes, favorecendo maior alinhamento com os princípios da Educação Baseada em Competências.

PALAVRAS-CHAVE: Avaliação formativa; Ensino superior; Educação em saúde; Enfermagem; Farmácia.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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