FANON: VIOLÊNCIA E LIBERDADE
INTRODUÇÃO: A violência colonial é responsável por um mundo compartimento, divido entre homens brancos e homens negros que sustentam a existência dos primeiros. Através da exploração da força de trabalho, o regime colonial se instaura pela violência e é perpetuada pelo capital. OBJETIVOS: Investigar a concepção de violência na obra de Frantz Fanon como operador de subjetivação e transformação histórica. Os objetivos específicos consistem em: analisar o conceito de violência em Fanon a partir de suas obras centrais. ii. Discutir a violência como mediadora entre a alienação colonial e a constituição de uma nova subjetividade. iii. Explorar a relação entre corporeidade racializada e violência institucional nas sociedades coloniais. iv. Investigar os desdobramentos contemporâneos da leitura fanoniana da violência no contexto brasileiro. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia consiste em um ensaio teórico, a partir da revisão bibliográfica das obras centrais de Frantz Fanon sobre a violência e outros textos complementares RESULTADOS: A violência colonial instaura uma atmosfera que determina o lugar do colonizado e modifica seu psiquismo. O colonizado deseja ocupar o lugar do colono, o que só é possível através da práxis revolucionária da violência. No Brasil, os desdobramentos dos fanonismos atingem diversas dimensões e o racismo é perpetuado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Através da pesquisa, compreende-se que a violência colonial é responsável pela constituição de uma noção de inferioridade que marca a pele do colonizado. Através da percepção de que o nativo existe em condições biológicas, da mesma forma que o colono, a práxis revolucionária de instaura e cria uma nova noção de homem.
PALAVRAS-CHAVE: Fanon; Violência; Colonialismo; Liberdade; Racismo.
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