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ADESÃO TERAPÊUTICA NA HAS: UM ESTUDO EM COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA

DIERKA, Nicole Navarro¹; BORDIN, Cynthia França Wolanski B²; KOSIAK, Gustavo Henrique Viscenheski²; OLIVEIRA, Gracinda Maria D Almeida E³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Farmácia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica de natureza multifatorial e um dos principais problemas de saúde pública em escala global, cujo caráter frequentemente assintomático favorece a progressão silenciosa de complicações cardiovasculares e renais. Nesse contexto, a adesão ao tratamento farmacológico constitui um dos maiores desafios da prática clínica, influenciando diretamente a eficácia terapêutica e o controle pressórico. Objetivos: Analisar o padrão de adesão ao tratamento farmacológico entre indivíduos com HAS pertencentes a uma comunidade universitária, buscando identificar os fatores que impactam a continuidade e a eficácia da terapêutica adotada, descrevendo o perfil sociodemográfico e clínico dos participantes, verificando o grau de conhecimento sobre a condição e o tratamento, e investigando os principais determinantes da adesão farmacológica OBJETIVOS: Analisar o padrão de adesão ao tratamento farmacológico entre indivíduos com HAS pertencentes a uma comunidade universitária, buscando identificar os fatores que impactam a continuidade e a eficácia da terapêutica adotada, descrevendo o perfil sociodemográfico e clínico dos participantes, verificando o grau de conhecimento sobre a condição e o tratamento, e investigando os principais determinantes da adesão farmacológica MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de estudo observacional, descritivo e analítico, de corte transversal e abordagem quantitativa, conduzido junto à comunidade universitária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, por meio de questionário autoaplicável e anônimo, disponibilizado na plataforma Microsoft Forms, contemplando os instrumentos Medida de Adesão ao Tratamento (MAT) e Beliefs about Medicines Questionnaire (BMQ). A amostragem foi não probabilística, por conveniência, resultando em 44 respostas válidas, das quais 36 apresentavam diagnóstico de HAS e compuseram a amostra analisada RESULTADOS: Observou-se predomínio de participantes na faixa etária de 46 a 60 anos, casados, com Ensino Superior completo e renda familiar superior a 1 salário mínimo, sendo que mais da metade utilizava dois ou mais medicamentos diariamente. O grau de conhecimento sobre a condição e o tratamento mostrou-se elevado, com baixos índices de dificuldade para identificar medicamentos, ler bulas e compreender orientações médicas. As crenças sobre a necessidade dos medicamentos também foram predominantemente elevadas. Entretanto, identificaram-se comportamentos de risco relevantes: mais da metade dos participantes já se automedicou diante de piora do quadro de saúde, e quase metade já interrompeu o tratamento por falta do medicamento em casa CONSIDERAÇÕES FINAIS: O padrão de adesão encontrado foi predominantemente favorável, sustentado por bom conhecimento e por crenças de necessidade elevadas, mas com fragilidades pontuais e situacionais — sobretudo a automedicação e a interrupção por falta do medicamento — que se configuram como os principais determinantes de risco para a não adesão nesta população. Esses achados reforçam a importância de intervenções voltadas ao planejamento da reposição de medicamentos e à prevenção da automedicação, mesmo em populações com bom nível de conhecimento sobre o próprio tratamento.

PALAVRAS-CHAVE: Adesão à Medicação; Automedicação; Doença Crônica; Comunidade Universitária.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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