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FEMINISMOS DECOLONIAIS: ARTICULAÇÕES DE GÊNERO, RAÇA E TERRITÓRIO NA CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS EMANCIPADORAS

THOMÉ, Maria Clara¹; ROSSI, Amelia do Carmo Sampaio³
Curso do(a) Estudante: Direito – Escola de Direito – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Direito – Escola de Direito – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Este relatório analisa práticas de resistência protagonizadas por mulheres no Sul Global, com atenção às relações entre gênero, raça, classe, território e colonialidade. OBJETIVOS: O objetivo fundamental foi compreender como diferentes movimentos constroem formas próprias de organização, reivindicação e produção de conhecimento diante de estruturas patriarcais, racistas, capitalistas e coloniais. Foram selecionadas três experiências: a Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Indígenas Originarias de Bolivia – Bartolina Sisa, o Feminismo Comunitário e o coletivo Mujeres Creando. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa adotou abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, com base em artigos acadêmicos, documentos institucionais, textos produzidos por integrantes dos movimentos e estudos sobre suas trajetórias e formas de atuação. A análise foi orientada pelas categorias de colonialidade do poder, colonialidade de gênero, feminismo decolonial e interseccionalidade. RESULTADOS: Os resultados indicam que, embora compartilhem críticas às desigualdades e às permanências coloniais, os três movimentos apresentam estratégias distintas. As Bartolinas Sisas destacam-se pela organização de mulheres indígenas, originárias e campesinas, pela defesa da terra e pela atuação política e institucional. O Feminismo Comunitário articula corpo, território e comunidade, propondo a descolonização e a despatriarcalização das relações sociais. Mujeres Creando atua de forma autônoma e contestatória, recorrendo à ocupação do espaço público, à linguagem, à arte e à ação direta. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que essas experiências ampliam a compreensão dos feminismos latino-americanos ao evidenciarem a diversidade das formas de resistência e o protagonismo das mulheres na construção de saberes, direitos e alternativas sociais vinculadas às realidades de Abya Yala.

PALAVRAS-CHAVE: Feminismo decolonial; Movimentos de mulheres; Colonialidade de gênero; Resistência; Bolívia.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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