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AUTOPERCEPÇÃO DE APTIDÃO DAS ESTUDANTES DE MEDICINA PARA O ATENDIMENTO EM SAÚDE DA POPULAÇÃO
LGBTQIAP+

SILVA, Gabriella Mulbauer¹; SPRUNG, Luiza Sviesk³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A população LGBTQIAP+ ainda enfrenta importantes barreiras de acesso aos serviços de saúde, frequentemente relacionadas ao preconceito, à discriminação e ao despreparo dos profissionais para atender às suas necessidades específicas. Nesse contexto, a formação médica desempenha papel fundamental na promoção de um cuidado integral, humanizado e pautado nos princípios da equidade, tornando essencial a inserção de conteúdos relacionados à diversidade sexual e de gênero durante a graduação. OBJETIVOS: Analisar a percepção das estudantes de Medicina acerca da preparação oferecida pelas instituições de ensino para o atendimento à população LGBTQIAP+, bem como identificar possíveis lacunas na formação acadêmica relacionadas a essa temática. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional, descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com estudantes regularmente matriculados em cursos de Medicina de diferentes instituições de ensino superior da cidade de Curitiba, Paraná. A amostra foi constituída por conveniência e composta por 33 estudantes. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário eletrônico estruturado, elaborado na plataforma Google Forms®, contendo questões objetivas, escalas de avaliação e perguntas abertas relacionadas ao conhecimento sobre saúde da população LGBTQIAP+, à percepção da abordagem do tema durante a graduação e ao preparo para o atendimento. Os dados foram organizados em planilhas do Microsoft Excel® e submetidos à análise estatística descritiva. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram heterogeneidade quanto à abordagem da temática durante a graduação, bem como diferenças na percepção de preparo para o atendimento da população LGBTQIAP+. Embora as estudantes tenham demonstrado elevado conforto para realizar a anamnese de pacientes LGBTQIAP+, a percepção de preparo técnico mostrou-se inferior, indicando lacunas na formação acadêmica. Além disso, observou-se amplo consenso quanto à necessidade de inclusão obrigatória de conteúdos relacionados à saúde da população LGBTQIAP+ no currículo médico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que, apesar do reconhecimento da importância da temática pelas estudantes, persistem fragilidades na formação médica relacionadas ao atendimento da população LGBTQIAP+. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer a inserção longitudinal desses conteúdos nos cursos de Medicina, por meio de estratégias pedagógicas e experiências práticas que contribuam para a formação de profissionais mais preparados para oferecer uma assistência ética, humanizada, com equidade e baseada em evidências.

PALAVRAS-CHAVE: Educação Médica; População LGBTQIAP+; Equidade em Saúde; Currículo Médico; Formação Profissional.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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