USO DE PSICOFÁRMACOS POR ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO SUL DO BRASIL DA ESCOLA DE MEDICINA E CIÊNCIAS DA VIDA SOB ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE
INTRODUÇÃO: O uso de psicofármacos por estudantes universitários tem despertado crescente interesse devido à elevada carga acadêmica, exposição a situações de estresse e possíveis impactos na saúde mental dessa população. Estudantes da área da saúde podem apresentar maior vulnerabilidade em razão das exigências relacionadas à formação profissional, tornando relevante a investigação dos padrões de utilização desses medicamentos e dos fatores associados ao seu consumo. OBJETIVOS: Caracterizar o uso de psicofármacos entre estudantes da Escola de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), avaliando o perfil de utilização, as possíveis associações entre o uso desses medicamentos e variáveis sociodemográficas e acadêmicas, além de investigar a ocorrência do uso de estimulantes com finalidade de doping cognitivo em situações relacionadas às atividades acadêmicas. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizado um estudo observacional, transversal e quantitativo com estudantes matriculados nos cursos da Escola de Medicina e Ciências da Vida da PUCPR, campus Curitiba, com idade entre 18 e 35 anos. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário eletrônico adaptado do instrumento National Survey on Drug Use and Health (NSDUH), disponibilizado pela plataforma Microsoft Forms®. O questionário contemplou informações sociodemográficas, acadêmicas e relacionadas ao uso de psicofármacos, incluindo classe farmacológica utilizada, utilização com ou sem prescrição e uso de estimulantes. Os dados foram analisados estatisticamente pelo software BioEstat versão 5.3. RESULTADOS: Os resultados demonstraram ausência de associações estatisticamente significativas entre o uso de psicofármacos e as variáveis curso de graduação e sexo dos participantes. Da mesma forma, não foram observadas associações entre o uso de medicamentos com ou sem prescrição e as variáveis analisadas. Entre as classes farmacológicas identificadas, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) apresentaram maior frequência de utilização, seguidos pelos estabilizadores do humor/anticonvulsivantes e benzodiazepínicos. O uso de estimulantes associado ao doping cognitivo não pôde ser estatisticamente demonstrado na população estudada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo permitiu caracterizar o perfil de uso de psicofármacos entre estudantes universitários, contribuindo para a compreensão dos padrões de utilização desses medicamentos no ambiente acadêmico. Os resultados demonstram a importância de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental, educação em saúde e incentivo ao uso racional de medicamentos entre estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: Psicofármacos; Estudantes universitários; Uso Racional de Medicamentos; Farmacoterapia.
Votação encerrada.