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REGULAÇAO INFLAMATÓRIA E REDOX INTESTINAL INDUZIDAS PELO TRANSPLANTE FECAL NA DOENÇA DE PARKINSON EXPERIMENTAL

SILVA, Thalita del Conte¹; PINHO, Ricardo Aurino de³
Curso do(a) Estudante: Biotecnologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O eixo intestino-cérebro desempenha um papel importante na fisiopatologia da Doença de Parkinson (DP), relacionando alterações na microbiota intestinal, processos inflamatórios e neurodegeneração. Evidências recentes sugerem que a disbiose intestinal pode contribuir para a progressão da doença por meio da modulação da resposta imune e da comunicação bidirecional entre o trato gastrointestinal e o sistema nervoso central. OBJETIVOS: O presente estudo investigou os efeitos do treinamento físico e do transplante de microbiota fecal (TMF) proveniente de animais treinados sobre parâmetros comportamentais e inflamatórios em um modelo experimental de DP induzido por 6-hidroxidopamina (6-OHDA) em ratos Wistar machos. MATERIAIS E MÉTODO: Foram avaliados parâmetros motores e não motores por meio dos testes de campo aberto, labirinto em Y e comportamento rotacional induzido por apomorfina, além da quantificação das citocinas pró-inflamatórias por ensaio imunoenzimático (ELISA). RESULTADOS: Os resultados demonstraram que a administração de 6-OHDA foi capaz de reproduzir alterações motoras compatíveis com o fenótipo parkinsoniano, evidenciadas pelo aumento significativo do comportamento rotacional e pela redução da atividade locomotora. No entanto, parte das alterações observadas também esteve presente nos grupos submetidos ao procedimento cirúrgico controle, indicando possível influência da cirurgia sobre alguns dos parâmetros comportamentais avaliados. Em relação ao transplante de microbiota fecal, não foram observadas evidências de melhora consistente nos parâmetros motores, cognitivos ou relacionados ao comportamento tipo ansioso. Da mesma forma, a avaliação das citocinas pró-inflamatórias não revelou diferenças significativas entre os grupos experimentais, sugerindo que, nas condições empregadas neste estudo, o TMF proveniente de animais treinados não promoveu alterações detectáveis na resposta inflamatória avaliada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar da ausência de efeitos significativos da intervenção, os achados contribuem para a caracterização do modelo experimental e reforçam a importância de estudos futuros voltados à compreensão dos mecanismos envolvidos na interação entre microbiota intestinal, inflamação e doença de Parkinson.

PALAVRAS-CHAVE: Bioquímica; Exercício Físico; Inflamação Intestinal, Fenótipo Parkinsoniano.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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