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EFETIVIDADE E SEGURANÇA DO UPADACITINIBE NA DOENÇA DE CROHN: UM ESTUDO OBSERVACIONAL BRASILEIRO

BAMONTE, Samuel Roque de Miranda¹; SAVIO, Mariane Christina²; KOTZE, Paulo Gustavo³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A doença de Crohn é uma condição inflamatória crônica progressiva, e o upadacitinibe, inibidor seletivo da JAK1, ampliou as opções terapêuticas, com eficácia e segurança já demonstradas em ensaios de fase 3, embora dados de mundo real no Brasil ainda sejam escassos. Apesar de dados internacionais de mundo real confirmarem a efetividade e a segurança do medicamento, ainda há escassez de estudos observacionais específicos no Brasil e na América Latina, reforçando a necessidade de investigações locais para avaliação de desfechos clínicos e endoscópicos na prática assistencial da nossa região. OBJETIVOS: Analisar as taxas de remissão clínica na indução e manutenção da remissão clínica em pacientes com doença de Crohn em uso de upadacitinibe, além das taxas de resposta clínica, resposta endoscópica e eventos adversos. MATERIAIS E MÉTODO: Coorte retrospectiva, multicêntrica e observacional, conduzida em dois centros brasileiros, incluindo pacientes em uso de upadacitinibe desde 2022; remissão clínica foi definida por HBI ≤ 4 e resposta clínica por queda ≥ 3 pontos no HBI, com comparações pareadas pelos testes de Wilcoxon e McNemar exato e confronto com a literatura por testes de proporção. RESULTADOS: Entre 38 pacientes (1 excluido das análises de eficácia), com mediana de 12 meses de uso, a remissão clínica foi observada em 73% dos casos, a resposta clínica foi de 81,1% e a resposta endoscópica de 60,7%. Eventos adversos ocorreram em 18,4%, sem casos graves com descontinuação do tratamento. As taxas de remissão e resposta apresentaram desempenho superior aos estudos pivotais U-EXCEL e U-EXCEED. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O upadacitinibe mostrou-se eficaz e seguro nesta coorte brasileira de pacientes com doença de Crohn refratária, com aumento significativo da remissão clínica e redução do HBI entre o basal e a última consulta de seguimento, sem eventos adversos graves que determinassem descontinuação, respondendo ao objetivo proposto.A heterogeneidade nos tempos de seguimento impediu a análise em pontos temporais padronizados (semanas 12 e 26), e o tamanho amostral reduzido, associado à ausência de marcadores inflamatórios e exames de imagem foram fatores limitantes para a generalização dos achados. Estudos prospectivos multicêntricos e com maior amostragem de pacientes são recomendados para se consolidar essas evidências na população brasileira.

PALAVRAS-CHAVE: Doença de Crohn; Upadacitinibe; Inibidores de Janus Quinase; Remissão Clínica; Estudo Observacional.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC.

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