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IDENTIFICAÇÃO DE ATRIBUTOS DETRMINANTES PARA MUDANÇA DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM “AUTOMEDICAÇÃO”: REVISÃO INTEGRATIVA

PURCOTE, Bruna de Castro Vaz¹; CASTRO, Jasmine Emanuelle Ferreira Pacheco de²; CUBAS, Marcia Regina³
Curso do(a) Estudante: Enfermagem – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Enfermagem – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A dor crônica representa um importante problema de saúde pública devido ao seu impacto na qualidade de vida das pessoas e a ocorrência de comportamentos relacionados ao uso inadequado de medicamentos. Entre esses comportamentos destaca-se a automedicação, prática sem acompanhamento profissional, utilizada na tentativa de controlar os sintomas, podendo ocasionar eventos adversos, intoxicações, dependência medicamentosa e agravamento das condições clínicas. Nesse contexto, a enfermagem, como parte da equipe de saúde, exerce papel essencial na avaliação, prevenção e acompanhamento das pessoas com dor crônica, utilizando o Processo de Enfermagem e terminologias padronizadas que favorecem a tomada de decisão clínica e a segurança do paciente. OBJETIVOS: Identificar atributos que determinaram mudança do diagnóstico de enfermagem “automedicação” nas pessoas que convivem com dor crônica. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa descritiva desenvolvida em duas etapas. A primeira consistiu em uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as recomendações do PRISMA, com buscas em bases de dados nacionais e internacionais utilizando descritores relacionados à dor crônica, automedicação e enfermagem. Foram incluídos artigos completos publicados em português, inglês e espanhol, sem delimitação temporal. Na segunda etapa, os atributos identificados foram comparados aos atributos do conceito de automedicação. RESULTADOS: Foram identificadas 265 publicações. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 22 estudos foram analisados. Os principais atributos encontrados foram: o fácil acesso aos medicamentos; a busca pelo alívio imediato da dor; a autogestão inadequada dos sintomas; o uso indiscriminado de analgésicos, anti-inflamatórios e opioides; a polifarmácia; vulnerabilidades psicossociais; e dificuldades de acesso ao acompanhamento profissional. Os estudos identificaram a relevância da educação em saúde, do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias não farmacológicas para o manejo seguro da dor crônica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A automedicação em pessoas com dor crônica configura um fenômeno complexo e multifatorial, influenciado por fatores clínicos, comportamentais e sociais. Os atributos identificados oferecem subsídios para o aprimoramento do diagnóstico de enfermagem “Automedicação”, fortalecendo o raciocínio clínico do enfermeiro e contribuindo para intervenções mais seguras, individualizadas e fundamentadas em evidências, com potencial para promover o uso racional de medicamentos e melhorar a qualidade da assistência prestada.

PALAVRAS-CHAVE: Dor crônica; Automedicação; Autogestão da dor.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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