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INVESTIGANDO RESILIÊNCIA NA INDÚSTRIA 5.0

SILVA, Otto Clêdson da Silva E¹; GIROTTO, Felipe Mendes²; CEZAR, Thiago Augusto Aniceski²; LOURES, Eduardo de Freitas Rocha³
Curso do(a) Estudante: Engenharia de Produção – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Engenharia Mecatrônica – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A transição da I4.0 para a Indústria 5.0 representa uma evolução fundamental do paradigma industrial, deslocando o foco da automação voltada exclusivamente para a eficiência econômica para um modelo orientado por valores, estruturado na centralidade humana, na sustentabilidade e na resiliência. Nesse cenário de transformação digital, em que a tecnologia atua como ferramenta colaborativa para ampliar as capacidades cognitivas e criativas humanas, este estudo tem como foco compreender a capacidade adaptativa das empresas no contexto de um país emergente. O problema estudado neste projeto é baseado no cenário brasileiro e está relacionado justamente aos impactos da transição para a Indústria 5.0 nas organizações, especialmente no que diz respeito à resiliência, onde há necessidade de adaptação dos modelos organizacionais tradicionais, frente a um novo paradigma industrial centrado no fator humano. OBJETIVOS: O objetivo principal desta pesquisa consiste em investigar como as organizações desenvolvem e demonstram resiliência frente ao avanço e à consolidação dos princípios da Indústria 5.0. MATERIAIS E MÉTODO: Adotou-se uma abordagem quantitativa fundamentada na análise multivariada de dados. A pesquisa foi realizada por meio de um levantamento que obteve respostas de uma amostra de 343 empresas do Brasil. Os dados coletados foram tratados e analisados no software RStudio mediante o treinamento e a aplicação de técnicas estatísticas rigorosas, incluindo Análise Fatorial Exploratória (EFA), Análise Fatorial Confirmatória (CFA), Regressão Linear Múltipla e Matriz de Correlação, visando identificar padrões e validar empiricamente a estrutura teórica do modelo. RESULTADOS: Os resultados revelaram uma forte associação positiva e estatisticamente significativa entre as dimensões voltadas ao indivíduo e a resiliência organizacional. Destacaram-se elevadas correlações dos fatores de centralidade humana e de empoderamento do trabalhador com a capacidade de adaptação das empresas. Além disso, o modelo de regressão comprovou que a união indissociável dos construtos tecnológicos, como inteligência artificial e automação, com os fatores centrados no ser humano exerce um efeito direto e significativo sobre a resiliência, explicando uma variância substancial do desempenho organizacional. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a resiliência na Indústria 5.0 atua como um fenômeno sistêmico que transcende a mera implementação tecnológica isolada.

PALAVRAS-CHAVE: Indústria 5.0; Centralidade Humana; Sustentabilidade; Resiliência; Transformação digital.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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