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INFLUÊNCIA DO MODELADOR RESINOSO E ÁCIDOS NA DUREZA DA RESINA

SEMAAN, Henrique Brunetti¹; LEYTON, Brenda Giselle Sanchez³
Curso do(a) Estudante: Odontologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Odontologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: As resinas compostas são amplamente utilizadas em restaurações diretas devido às suas propriedades estéticas e à preservação da estrutura dentária sadia, mas permanecem suscetíveis a fatores de degradação química do ambiente bucal, como a exposição a bebidas ácidas. Na técnica restauradora incremental, é comum o uso de resinas modeladoras para facilitar a manipulação do compósito, embora existam evidências de que esses agentes possam comprometer a microdureza superficial da restauração. OBJETIVOS: Avaliar a influência do uso de um modelador resinoso na microdureza superficial de uma resina composta nanohíbrida, antes e após a exposição a bebidas ácidas comerciais. MATERIAIS E MÉTODO: Foram confeccionados 60 espécimes de resina composta nanohíbrida Forma (Ultradent), distribuídos em seis grupos experimentais (n = 10), de acordo com a presença ou ausência de modelador resinoso (Composite Wetting Resin, Ultradent) e o meio de exposição (água destilada, Coca-Cola ou Red Bull). A microdureza Knoop (KHN) foi mensurada antes (T0) e após sete dias de desafio erosivo (T1). Os dados foram submetidos aos testes de Shapiro-Wilk e Levene, seguidos de ANOVA fatorial de dois fatores (modelador × bebida), teste post-hoc de Tukey, teste t pareado (ou Wilcoxon) e teste de Kruskal-Wallis, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: O modelador resinoso reduziu significativamente a microdureza inicial dos espécimes (50,20 ± 3,40 KHN) em comparação aos confeccionados sem esse recurso (65,40 ± 5,82 KHN; p < 0,001). Após o desafio erosivo, tanto o modelador quanto a bebida influenciaram significativamente a microdureza final, sem interação entre os fatores. Analisando a perda absoluta de microdureza (ΔKHN), equivalente à interação com o fator tempo em um delineamento de medidas repetidas, o modelador resinoso reduziu significativamente a magnitude dessa perda nos grupos imersos em água destilada e em Red Bull (p < 0,05), sem diferença estatística no grupo Coca-Cola. Em termos percentuais, o Red Bull promoveu a maior perda relativa de microdureza (-28,80 ± 9,52%), seguido pela Coca-Cola (-23,12 ± 13,30%) e pela água destilada (-10,98 ± 5,52%), sem diferença significativa entre os grupos com e sem modelador nessa métrica relativa. Todos os seis grupos experimentais apresentaram redução estatisticamente significativa da microdureza entre os momentos T0 e T1. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O modelador resinoso reduz a microdureza inicial da resina composta e, na maior parte dos meios avaliados, atenua a magnitude absoluta da perda de microdureza induzida pelo desafio ácido; a exposição a bebidas ácidas, sobretudo ao Red Bull, compromete adicionalmente essa propriedade, sem interação estatística entre os dois fatores. Esses achados reforçam a importância de orientar pacientes restaurados com resina composta quanto ao consumo de bebidas ácidas e de utilizar resinas modeladoras com critério clínico.

PALAVRAS-CHAVE: Resinas compostas; Microdureza; Erosão dentária; Materiais dentários; Bebidas.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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