LEVANTAR E ANALISAR O ESTADO DA ARTE SOBRE PRONTIDÃO DIGITAL NAS ESCOLAS
INTRODUÇÃO: A transformação digital na educação básica transcende a aquisição de infraestrutura, exigindo uma integração estratégica entre tecnologias, práticas pedagógicas e gestão. Nesse cenário, o conceito de prontidão digital emerge como um indicador do nível de preparação das instituições para essa transição. OBJETIVOS: Analisar o estado da arte da prontidão digital na educação básica brasileira; mapear os principais domínios temáticos abordados pela literatura científica; identificar o perfil metodológico das pesquisas nacionais e sistematizar as principais lacunas e desafios apontados no contexto das escolas públicas e privadas. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura baseada no protocolo PRISMA 2020. As buscas foram conduzidas nas bases Scopus, Web of Science e BDTD, compreendendo o período de 2015 a 2025. Utilizou-se descritores combinados (prontidão, maturidade, competências e transformação digital). A amostra final de 35 estudos foi analisada quantitativamente (por rede, etapa de ensino e método) e qualitativamente (por domínios temáticos). RESULTADOS: Observou-se uma predominância de estudos na rede pública (63%) e no Ensino Fundamental. O domínio “Integração de Tecnologia às Práticas Pedagógicas” foi o mais frequente (37,1%), seguido por “Cultura Digital” e “Competências Docentes”. Metodologicamente, prevalecem as abordagens qualitativas (83%), com escassez de instrumentos quantitativos padronizados para mensuração de maturidade. Os achados indicam que a prontidão digital brasileira é limitada pela precariedade da infraestrutura e pela carência de formação docente continuada, embora existam evidências positivas de engajamento discente através de metodologias ativas e gamificação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A prontidão digital na educação básica brasileira é um fenômeno multidimensional e ainda em estágio de consolidação. A literatura revela um foco excessivo na dimensão pedagógica em detrimento da governança e inclusão digital. Recomenda-se o desenvolvimento de modelos de avaliação nacionais e pesquisas que abordem a gestão da liderança escolar na condução da transformação tecnológica.
PALAVRAS-CHAVE: Prontidão Digital; Transformação Digital; Educação Básica; Competências Digitais; Inclusão Digital.
Votação encerrada.