DIFERENÇAS ENTRE A PELVE ÓSSEA MASCULINA E FEMININA: UM ESTUDO ANATÔMICO
INTRODUÇÃO: Introdução: O dimorfismo sexual da pelve humana resulta da interação entre crescimento, tamanho corporal, locomoção bípede, variação populacional e exigências obstétricas, tornando essa estrutura especialmente informativa para estudos anatômicos e antropológico-forenses. OBJETIVOS: Objetivos: Comparar medidas osteométricas de pelves classificadas como masculinas e femininas; identificar as variáveis com maior evidência de diferenciação entre os grupos e discutir sua relevância anatômica, clínica e pericial. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizado estudo anatômico, observacional, transversal e comparativo com 20 pelves pertencentes a acervos didáticos institucionais, sendo 15 masculinas e 5 femininas. Foram analisadas 25 variáveis do osso do quadril, canal pélvico e sacro, além do ângulo subpúbico e da massa. As medidas lineares foram registradas em centímetros, o ângulo em graus e a massa em gramas. Campos sem valor foram tratados como dados ausentes, sem imputação. A análise incluiu estatística descritiva, teste exato de permutação para diferença de médias, tamanho de efeito pelo g de Hedges e correção de Benjamini–Hochberg para múltiplas comparações. RESULTADOS: Cinco variáveis permaneceram significativas após o ajuste. O ângulo subpúbico apresentou a diferença mais pronunciada, com média de 86,8° nas pelves femininas e 55,3° nas masculinas, sem sobreposição dos valores observados. A extensão da espinha isquiática foi menor no grupo feminino. A altura posterior do sacro e o conjugado diagonal foram maiores nas pelves femininas, enquanto o diâmetro transverso do acetábulo foi maior nas masculinas. O diâmetro acetabular e a profundidade anteroposterior da base sacral apresentaram resultados limítrofes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados demonstram dimorfismo mensurável na coleção estudada, principalmente no arco subpúbico, na região isquiática, no sacro, no canal pélvico anteroposterior e no acetábulo. Contudo, o pequeno número de pelves femininas, o desequilíbrio entre os grupos e a ausência de algumas mensurações limitam a generalização e impedem a proposição de pontos de corte diagnósticos. Recomenda-se ampliar e balancear a amostra, repetir as medidas para estimar erro intra e Inter observador e validar modelos multivariados em coleção independente.
PALAVRAS-CHAVE: Palavras-chave: Pelve óssea; Dimorfismo sexual; Osteometria; Anatomia; Antropologia forense.
Votação encerrada.