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AVALIAÇÃO EM CENTRO HOSPITALAR ÚNICO DA RELAÇÃO ENTRE A FUNÇÃO RETARDADA DO ENXERTO E O ÍNDICE DE RESISTIVIDADE RENAL

MARTINS, Murilo Szpak¹; PIMPÃO, Bruno²; MARTINS, Ziliane²; OLANDOSKI, Marcia²; MEYER, Fernando³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O transplante renal atualmente é a terapia padrão-ouro para o tratamento da doença renal crônica em estágio final, porém temos como complicação do transplante renal a função retardada do enxerto, uma manifestação da injúria renal aguda ligada à diversos fatores do receptor, doador e cirúrgicos. Para avaliar o enxerto, durante o pós-operatório, podemos utilizar um parâmetro hemodinâmico como o índice de resistividade renal mensurado por meio de ultrassonografia Doppler. Por mais que o índice de resistividade seja considerado alterado em valores ≥0,8, atualmente na literatura internacional não foi encontrado um ponto de corte do índice que correlacione com a função retardada do enxerto. OBJETIVOS: Avaliar a existência de uma relação entre a função retardada do enxerto e o índice de resistividade renal em pacientes submetidos à transplante renal. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo tipo coorte retrospectivo, descritivo, de cunho quantiqualitativo, com dados de prontuários de 130 receptores de transplante renal, de doadores cadavéricos e vivos, em centro único nas datas de 06/03/2021 a 14/11/2024. Os dados coletados foram do doador (raça, idade, creatinina, causa da morte, tipo de doador), do recebedor (idade, raça, gênero, comorbidades, função renal residual, índice de resistividade renal em 24-48 horas de pós-operatório e dados do internamento) e cirúrgicos (tempo de isquemia fria e solução de armazenamento do enxerto). O desfecho analisado foi a presença de função retardada do enxerto. RESULTADOS: A função retardada do enxerto foi vista em 50% dos participantes. Não houve associação significativa entre a função retardada do enxerto e o índice de resistividade renal nos seguintes locais: anastomose íleo-renal (n=119) (p=0,172); artéria renal (n=120) (p=0,733); artéria segmentar (n=125) (p=0,588); artérias arqueadas e corticais (n=120) (p=0,403). Também não foi visto um ponto de corte para estas variáveis em uma curva ROC (AUC de 0,52- 0,6). Em análise multivariada, foi visto resultado estatístico significativo na ausência de função renal residual (p=0,005) [OR 3,85 (1,5-9,88)] e tempo de isquemia fria prolongado (p=0,008) [OR 1,09 (1,02-1,15)]. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo enfrentou limitações como: ser realizado em centro único, possuir caráter retrospectivo, baixo número de participantes, não padronização dos laudos ultrassonográficos. Não foi encontrada relação significativa entre o índice de resistividade renal e a função retardada do enxerto. Os achados do estudo se encontram em congruência com resultados de grande parcela de artigos nacionais e internacionais. Ao analisar independentemente, tempo prolongado de isquemia fria e ausência de função renal residual foram fatores estatisticamente significantes, aumentando em 9% (a cada hora adicional) e em 3,85 vezes, respectivamente, a chance de função retardada do enxerto.

PALAVRAS-CHAVE: Transplante Renal; Função Retardada do Enxerto; Índice de Resistividade Renal; Doença Renal Crônica; Injúria Renal Aguda.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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