ESTRATÉGIAS MUNICIPAIS E SUAS RELAÇÕES COM CIDADE DIGITAL ESTRATÉGICA
INTRODUÇÃO: A necessidade premente de adaptar os serviços públicos a uma realidade urbana em constante transformação e complexidade está diretamente vinculada às origens das estratégias municipais, as quais hoje buscam superar adversidades fiscais e dinâmicas para converter visões políticas em resultados práticos e mensuráveis. No atual contexto de recursos escassos e demandas crescentes, a Cidade Digital Estratégica (CDE) surge como uma política pública fundamental e planejada de inteligência urbana, integrando tecnologias e sistemas de informação à espinha dorsal da administração para gerar valor público, promover a equidade digital e consolidar a confiança institucional. OBJETIVOS: O objetivo da pesquisa é identificar as estratégias municipais e analisar suas relações com o conceito de CDE para mitigar dilemas financeiros e políticos. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia da pesquisa adotada foi um estudo de caso nas cidades de Chicago (Estados Unidos) e Buenos Aires (Argentina), utilizando técnicas qualitativas e quantitativas. O protocolo da pesquisa possui 1 constructo e 3 variáveis. Foram analisadas as estratégias municipais e as suas relações com a cidade digital estratégica disponibilizados em fontes e documentos oficiais dos governos. RESULTADOS: A pesquisa revela modelos distintos de modernização: Chicago apresenta um portfólio de 195 estratégias distribuídas em 19 temáticas, priorizando as dimensões de Ciência e Tecnologia (9,23%) e Governo (8,72%) para robustecer sua estrutura administrativa interna (BackOffice) e garantir resiliência fiscal mediante a implementação de sistemas integrados de gestão (ERP) e inovações tributárias, visando a eficiência operacional com metas estruturadas até 2035. Em contrapartida, Buenos Aires conta com 216 estratégias organizadas nas mesmas 19 temáticas, concentrando esforços em Ciência e Tecnologia (9,72%) e na área Social (7,89%), com forte ênfase no front-end por meio da interface digital direta com o morador, da desburocratização de serviços e da adoção de tecnologias inovadoras (como blockchain e o chatbot Boti), expandindo seu horizonte de planejamento para a resiliência ambiental e neutralidade de carbono através do Plano de Ação Climática 2050. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A conclusão reitera que enquanto Chicago se consolida como um modelo de resiliência e solidez administrativa interna, Buenos Aires destaca-se por uma governança marcadamente centrada no cidadão e na coesão social, evidenciando que a efetividade de projetos de cidade digital estratégica dependem do alinhamento preciso entre o planejamento tecnológico e as demandas sociais e ambientais de longo prazo de cada território, prezando a qualidade de vida do cidadão.
PALAVRAS-CHAVE: Cidade digital estratégica; Estratégias municipais; Gestão urbana; Qualidade de vida dos cidadãos.
Votação encerrada.