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A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO ESTRATÉGIA GEOPOLÍTICA: ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE POTÊNCIAS GLOBAIS

RIBAS, Maria Eduarda Bastos¹; NYEGRAY, Joao Alfredo Lopes³
Curso do(a) Estudante: Bacharelado em Negócios Internacionais – Escola de Negócios – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Negócios Internacionais – Escola de Negócios – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A inteligência artificial consolidou-se como um dos principais vetores de reconfiguração da ordem internacional, deixando de ser apenas inovação tecnológica para se tornar instrumento central das estratégias geopolíticas das grandes potências. Estados Unidos, China e União Europeia adotam políticas distintas de desenvolvimento e regulação da IA, cujos efeitos se estendem à segurança, à defesa e à economia, redefinindo a soberania na nova ordem mundial. O estudo parte da pergunta: como as diferentes estratégias de IA dessas potências impactam a geopolítica internacional? OBJETIVOS: Analisar as políticas de inteligência artificial adotadas por Estados Unidos, China e União Europeia e suas implicações geopolíticas, com foco na competição tecnológica, segurança nacional e projeção de poder. Especificamente, buscou-se investigar as políticas públicas de IA das três potências; examinar suas implicações econômicas; analisar seus efeitos sobre segurança nacional e cibernética; e avaliar as consequências geopolíticas dessa disputa para alianças, rivalidades e o equilíbrio de poder global. MATERIAIS E MÉTODO: Pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, sem hipóteses formais a testar, conduzida por revisão bibliográfica e análise documental comparativa. O corpus reuniu 30 fontes entre documentos oficiais e legislativos, relatórios de organismos internacionais e centros de pesquisa, e artigos acadêmicos, publicados majoritariamente entre 2020 e 2025. A análise foi organizada em quatro dimensões, correspondentes aos objetivos específicos: políticas nacionais, implicações econômicas, segurança e ciberpoder, e reconfiguração geopolítica. RESULTADOS: Identificaram-se três modelos distintos de política de IA: o norte-americano, apoiado no protagonismo privado e financiamento público estratégico; o chinês, centralizado e voltado à soberania tecnológica; e o europeu, centrado na regulação e no “efeito Bruxelas”. Economicamente, a disputa por semicondutores, computação em nuvem e energia reconfigura cadeias de valor globais, com investimentos concentrados em poucos países e empresas. No campo da segurança, a IA transfere o eixo da competição militar para a capacidade de processar dados e decidir rapidamente, ampliando tanto capacidades ofensivas quanto vulnerabilidades críticas. Geopoliticamente, os resultados mostram que a IA não substitui os centros tradicionais de poder (EUA e China seguem centrais, com a UE buscando influência normativa), mas amplia os instrumentos pelos quais esse poder é exercido — dos controles de exportação de chips à infraestrutura digital exportada a países do Sul Global. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a inteligência artificial atua mais como catalisadora das tradições históricas de projeção de poder de cada bloco do que como agente de uma reordenação radical da hierarquia internacional. Estados Unidos e China permanecem os dois centros principais, enquanto a União Europeia amplia sua influência sobretudo pela regulação. A continuidade não diminui a importância da disputa: ela indica que a transformação ocorre mais nos métodos do que na base estrutural do sistema internacional.

PALAVRAS-CHAVE: Inteligência Artificial; Geopolítica; Políticas Públicas; Competição Tecnológica; Segurança Internacional.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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