Logo PUCPR

TREINAMENTO COM PLASMA RICO EM PLAQUETAS CONCOMITANTE AO TREINAMENTO OLFATÓRIO: UMA ANÁLISE OBJETIVA

SANTOS, Camila de Oliveira¹; OKUNO, Beatriz Naka²; GONÇALVES, Davi Aoki²; GARCIA, Ellen Cristine Duarte²; FORNAZIERI, Marco Aurelio³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: O vírus SARS-CoV-2, causador da pandemia global de COVID-19, frequentemente resulta em perdas olfatórias persistentes (hiposmia ou anosmia), afetando de maneira drástica a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Diante da escassez de tratamentos rápidos e eficazes, o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) tem sido investigado como uma terapia adjuvante promissora devido ao seu alto potencial de neuroregeneração celular e por promover um microambiente anti-inflamatório na fenda olfatória. OBJETIVOS: O objetivo geral deste estudo é analisar a eficácia do tratamento com injeção intranasal de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) na melhora subjetiva do olfato em pacientes com hiposmia ou anosmia persistente pós-COVID-19. Especificamente, busca-se comparar a melhora da função olfatória por meio da Escala Visual Analógica (EVA) entre pacientes submetidos ao PRP associado ao treinamento olfatório e aqueles submetidos apenas ao treinamento olfatório clássico, avaliando correlações com idade, sexo e tempo de perda. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo longitudinal envolvendo indivíduos com perda olfatória pós-COVID-19. Os participantes foram divididos em dois braços: um grupo controle (que realizou exclusivamente o treinamento olfatório) e um grupo intervenção (que recebeu injeções na submucosa da fenda olfatória de PRP concomitante ao treinamento). A eficácia foi avaliada subjetivamente pelas notas da Escala Visual Analógica (EVA) aferidas no momento pré e pós-tratamento. RESULTADOS: Foram recrutados 51 pacientes, sendo 38 no grupo controle e 13 no grupo intervenção (PRP). Observou-se uma assimetria demográfica significativa na amostra, em que o grupo intervenção possuía idade estatisticamente superior ao controle (55,38 vs 38,42 anos; p = 0,0001). Na avaliação subjetiva do olfato, o grupo controle apresentou melhora estatisticamente significativa na EVA após o tratamento (p = 0,013), enquanto o grupo intervenção com PRP não apresentou alteração estatística significativa (p = 0,394). Ao contrário de achados em outras terapias, não foi evidenciada correlação estatisticamente significativa entre a idade (p = 0,299) ou o sexo (p = 0,180) com a taxa de melhora na avaliação subjetiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O tratamento adjuvante com Plasma Rico em Plaquetas não demonstrou melhora subjetiva estatisticamente significativa no olfato pós-COVID-19 em comparação ao momento prévio. O treinamento olfatório isolado apresentou resultados expressivos e eficazes na percepção dos pacientes. No entanto, os resultados da intervenção devem ser interpretados com cautela devido a limitações metodológicas importantes, como a idade avançada do braço de intervenção (fator de redução da neuroplasticidade) e a disparidade amostral entre os grupos, tornando necessários estudos futuros pareados por idade para confirmar o real potencial do PRP.

PALAVRAS-CHAVE: Disfunção olfatória; COVID-19; Plasma Rico em Plaquetas (PRP); Treinamento olfatório; Olfato-UP.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária Inclusão Social no programa PIBIC.

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.