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A CRÍTICA DE SARTRE À RELAÇÃO ENTRE CONSCIÊNCIA E EGO TRANSCENDENTAL EM EDMUND HUSSERL

ALVES, Leandro de Lima¹; JESUS, Ezequiel Barros Barbosa de³
Curso do(a) Estudante: Bacharelado em Filosofia – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): PPGF – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A presente pesquisa buscou compreender a relação entre consciência e ego no interior da fenomenologia, tomando como ponto de partida a crítica formulada por Sartre à concepção husserliana de ego transcendental. Nesse contexto, procurou-se responder à seguinte questão: por quais razões Sartre considera um erro atribuir ao ego transcendental uma função fundante em relação à consciência? Um problema particularmente relevante no interior da tradição fenomenológica, na medida em que diz respeito ao modo como se compreendem a estrutura da consciência. OBJETIVOS: O objetivo geral da pesquisa foi analisar a crítica de Sartre ao ego transcendental husserliano, tendo como objetivos específicos compreender o sentido e a relação entre os conceitos de ego transcendental e consciência em Husserl; investigar o problema da regressão ad infinitum descrito por Sartre na operação da consciência de si; e analisar a crítica sartreana à possibilidade de se admitir, simultaneamente, uma consciência autônoma e um ego concebido como unidade noética transcendental. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa baseou-se em revisão bibliográfica de natureza teórico-conceitual, centrada nas obras “Ideias I” e “Meditações Cartesianas”, de Husserl, além de “A Transcendência do Ego”, de Sartre, complementadas por estudos sobre fenomenologia, consciência e subjetividade. RESULTADOS: Num primeiro momento, o trabalho abordou a concepção husserliana de consciência intencional e a função do ego transcendental como unidade constitutiva das experiências conscientes, evidenciando que a redução fenomenológica conduz à subjetividade transcendental como fundamento do sentido e da objetividade do mundo. Posteriormente, a pesquisa analisou a crítica sartreana, segundo a qual a consciência não necessita de um ego transcendental, pois sua unidade decorre de sua própria intencionalidade e espontaneidade. Sartre sustenta que a consciência é, em sua origem, impessoal e pré-reflexiva, sem um “eu” interior que a fundamente. Nesse contexto, o trabalho examinou o problema da regressão ad infinitum da consciência reflexiva, mostrando que a dependência de sucessivos atos reflexivos levaria a uma sequência infinita de consciências. Como alternativa, Sartre propõe a consciência pré-reflexiva, imediata e não objetivada. O estudo também destacou a distinção entre consciência refletida e não refletida, indicando que o “Eu” surge apenas no âmbito da reflexão, e não como princípio originário da consciência. As conclusões demonstraram que Sartre reformula a fenomenologia husserliana ao situar o Ego no domínio dos objetos transcendentes e conceber a consciência como exterior, autônoma e desprovida de substancialidade interna. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa possibilitou evidenciar que o debate entre Husserl e Sartre ultrapassa uma divergência teórica, representando duas formas distintas de compreender a subjetividade moderna e contribuindo para as discussões sobre consciência, identidade e a relação entre sujeito e mundo.

PALAVRAS-CHAVE: Fenomenologia; Consciência; Ego transcendental; Sartre; Husserl.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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