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ANÁLISE DA COMPREENSÃO VERBAL E DA ORGANIZAÇÃO PERCEPTUAL EM CRIANÇAS COM ALTAS HABILIDADES / SUPERDOTAÇÃO

WOLSKI, Matheus¹; PARANA, Camila Maia de Oliveira Borges³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Altas Habilidades/Superdotação podem envolver desempenho elevado em diferentes áreas, sem que isso implique um perfil cognitivo uniforme. A análise dos componentes do funcionamento intelectual pode contribuir para uma compreensão mais individualizada das potencialidades e diferenças apresentadas por crianças e adolescentes com essa condição. OBJETIVOS: Analisar o desempenho e as discrepâncias entre os índices de Compreensão Verbal e Organização Perceptual do WISC-IV, descrever o perfil cognitivo da amostra e investigar associações entre a diferença ICV–IOP e variáveis sociodemográficas, clínicas e educacionais MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo documental, retrospectivo, observacional, descritivo e analítico, de abordagem quantitativa, realizado a partir de prontuários de avaliações neuropsicológicas conduzidas em uma clínica particular de Curitiba entre 2021 e 2025. A amostra foi composta por 169 participantes, com idades entre 6 e 16 anos. Foram realizadas análises descritivas, comparação dos quatro índices fatoriais, comparação específica entre ICV e IOP e análises de associação com as variáveis investigadas. RESULTADOS: A amostra apresentou, em média, funcionamento intelectual elevado, com maiores resultados no Quociente de Inteligência Total, no Índice de Compreensão Verbal e no Índice de Organização Perceptual. ICV e IOP apresentaram resultados significativamente superiores aos índices de Memória Operacional e Velocidade de Processamento, mas não diferiram significativamente entre si. O ICV foi superior ao IOP em 81 participantes, enquanto outros 81 apresentaram IOP superior ao ICV e sete obtiveram resultados iguais. As diferenças individuais apresentaram magnitudes variadas, sem predominância verbal ou perceptual no conjunto da amostra. Não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre a diferença ICV–IOP e idade, escolaridade, sexo, tipo de instituição de ensino, presença de comorbidades ou sintomas de ansiedade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Na amostra investigada, não foi identificado um padrão uniforme de predominância verbal ou perceptual. A análise dos índices e subtestes pode complementar a interpretação do Quociente de Inteligência Total e contribuir para uma compreensão mais individualizada do funcionamento cognitivo.

PALAVRAS-CHAVE: Altas habilidades/superdotação; Avaliação neuropsicológica; WISC-IV; Compreensão verbal; Organização perceptual.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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