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ENGAJAMENTO SOCIAL EM ESPAÇOS BIOFILÍCOS COLETIVOS PÚBLICO E PRIVADOS

TOZO, Julio Rodrigues¹; SILVA, Alex Aparecido da²; FISCHER, Marta Luciane³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O conceito de biofilia corresponde a tendência inata dos seres humanos de interagir com a natureza, servindo de base para as cidades biofílicas, que buscam a integração da natureza como prioridade em seu planejamento urbano, com a finalidade de desenvolver a aproximação com a biodiversidade por meio de espaços verdes e ações comunitárias para o engajamento social. A educação ambiental estabelece-se como estratégia para a participação cidadã nos espaços urbanos, por meio de políticas que mobilizam os usuários ao cuidado com a natureza e o pertencimento social. OBJETIVOS: caracterizar o panorama do conceito de cidades biofílicas na literatura científica e popular e o posicionamento de cidadãos sobre ações de educação ambiental em espaços públicos e privados MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizada revisão integrativa da literatura nas bases Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, um mapeamento dos programas de educação ambiental por meio de pesquisa em sites institucionais, relatórios e notícias oficiais, junto da aplicação de instrumento virtual para acessar a percepção social sobre educação ambiental. RESULTADOS: Existe convergência da literatura quanto a importância da participação cidadã para as cidades biofílicas, bem como, os benefícios da educação ambiental para desenvolver o engajamento social. O mapeamento identificou maior diversidade e continuidade de programas de educação ambiental em Curitiba quando comparada a Fazenda Rio Grande. Com o questionário, de 110 participantes, 98% declararam sentir-se beneficiados pelos espaços verdes e 96% afirmaram que esses ambientes favorecem a interação com a natureza. Entretanto, apenas 22% relataram participação em programas de educação ambiental e 19% afirmaram aplicar os conhecimentos adquiridos em seu cotidiano. As médias superiores a nove pontos nas questões relacionadas aos espaços verdes demonstraram elevada concordância quanto à importância da preservação ambiental, do planejamento urbano sustentável e da conservação da biodiversidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As cidades biofílicas constituem importante estratégia para a participação cidadã no cuidado dos ambientes urbanos verdes e no desenvolvimento da consciência ambiental, favorecendo a aproximação entre população e natureza. Porém, há lacunas relacionadas à sistematização e à divulgação das iniciativas institucionais, bem como a participação da população nessas ações. Os resultados evidenciam a necessidade de fortalecer estratégias de comunicação social articulada com a educação ambiental, contribuindo para a consolidação de políticas públicas voltadas à promoção de cidades biofílicas.

PALAVRAS-CHAVE: Biofilia; Cidades biofílicas; Educação ambiental; Planejamento urbano; Engajamento social.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC.

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