Logo PUCPR

A LINGUAGEM DO VÍDEO DE SEGURANÇA E A VIGILÂNCIA AUTOMATIZADA EM REDE: O CASO DA SOCIEDADE MAIS VIGIADA DO MUNDO: PEQUIM

SOUZA, João Pedro Rezende¹; MORO, Glaucio Henrique Matsushita³
Curso do(a) Estudante: Bacharelado em Jogos Digitais – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Design – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A pesquisa investiga a transformação das câmeras de segurança de instrumentos passivos de registro para agentes ativos de controle social e punição automatizada, tendo como foco o sistema Skynet em Pequim, China. Utilizando a filosofia do poder, a teoria da imagem e a sociologia da tecnologia, o estudo desconstrói a falsa neutralidade do monitoramento digital. OBJETIVOS: O objetivo geral é analisar criticamente a linguagem audiovisual das câmeras de segurança em Pequim, investigando como essas imagens operam como mecanismos simbólicos de construção de verdade e de controle social em um sistema de hipervigilância. MATERIAIS E MÉTODO: Caracterizado como um estudo de caso qualitativo e teórico-analítico, o trabalho realizou revisão bibliográfica e a curadoria empírica de nove fragmentos audiovisuais e reportagens documentais sobre o ecossistema chinês. A análise discursiva focou na estética, narrativa e técnica dos vídeos de vigilância urbana, observando enquadramentos, texturas e intervenções gráficas. RESULTADOS: A análise evidenciou que a câmera sobrepõe interfaces algorítmicas à imagem base captada, utilizando caixas de rastreio de reconhecimento facial e biométrico para extrair dados da população em tempo real. O sistema promove punições automatizadas e a exposição pública imediata de infrações cotidianas em painéis urbanos, além de estabelecer uma hipervigilância física que categoriza os cidadãos em níveis de risco, vinculando comportamentos e consumo a rastreadores permanentes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo sugere que o aparato atua como um Panóptico digital, no qual a câmera aplica uma linguagem ativa e uma gramática de suspeição. O algoritmo captura um inconsciente ótico que reduz a identidade a pacotes de dados binários, revelando que a infraestrutura não é um progresso neutro, mas uma ferramenta política de dominação que exige urgentes limites éticos e regulamentações para a proteção dos direitos civis.

PALAVRAS-CHAVE: Vigilância Automatizada; Câmeras de Segurança; Controle Social; Inteligência Artificial; Imagem Verdade.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.