CRÍTICA AO PSICOLOGISMO NAS INVESTIGAÇÕES LÓGICAS DE HUSSERL
INTRODUÇÃO: A presente pesquisa analisa a crítica ao psicologismo desenvolvida por Edmund Husserl no volume introdutório das Investigações Lógicas, Prolegômenos à Lógica Pura, com o objetivo de compreender como sua argumentação conduz ao estabelecimento da lógica pura como fundamento das ciências e ao surgimento da fenomenologia. OBJETIVOS: Compreender como a argumentação Husserliana conduz ao estabelecimento da lógica pura como fundamento das ciências e ao surgimento da fenomenologia MATERIAIS E MÉTODO: A investigação fundamenta-se na análise da obra de Husserl a partir dos estudos de Martinelli, Peres e Ramos, que permitem contextualizar do ponto de vista histórico o debate e aprofundar a compreensão de seus conceitos centrais. Os resultados evidenciam que a crítica husserliana ultrapassa a simples rejeição do psicologismo, constituindo uma reconstrução sistemática dos fundamentos do conhecimento objetivo. RESULTADOS: Ao distinguir as leis ideais da lógica das leis empíricas da psicologia, Husserl demonstra que a validade lógica não pode depender da constituição psicológica dos sujeitos, sob pena de conduzir ao relativismo e comprometer a objetividade científica. Nesse percurso, estabelece a distinção entre o domínio do real e o domínio do ideal, evidencia a autonomia da lógica pura e redefine o problema filosófico ao deslocar a investigação da origem empírica do conhecimento para as condições universais de sua validade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a crítica ao psicologismo representa o ponto de partida do projeto fenomenológico, ao inaugurar uma nova compreensão da racionalidade e da fundamentação das ciências, cuja influência ultrapassa o contexto de sua formulação e permanece decisiva para a filosofia contemporânea.
PALAVRAS-CHAVE: Husserl; Psicologismo; Lógica; Prolegômenos; Relativismo; Fenomenologia.
Votação encerrada.