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DANÇA, INCLUSÃO SOCIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS: A VISÃO DE BAILARINOS COM DEFICIÊNCIA.

SILVA, Michelle Buffon Arruda da¹; ROSA, Ricardo Lemes da³
Curso do(a) Estudante: Bacharelado em Educação Física – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Educação Física – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A dança como meio de inclusão proporciona benefícios coletivos e individuais, como: saúde mental, consciência corporal, autonomia e autoconfiança. Dessa maneira, tal prática destaca-se como uma atividade detentora de valor social tendo em vista seu caráter expressivo, respeito pela diferença e diálogo com múltiplas ideias desenvolvidas por meio da sua prática. OBJETIVOS: Analisar as percepções dos bailarinos com deficiência acerca do papel do Estado no desenvolvimento das políticas públicas na área da dança/inclusão. Específicos: I. Realizar levantamento bibliográfico sobre a temática: dança, inclusão e políticas públicas e II. Identificar as percepções de bailarinos com deficiências que participam de programas de dança/inclusão. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa utilizou a metodologia qualitativa e a técnica de amostragem denominada “bola de neve”, além disso foi utilizado um roteiro de entrevista semiestruturado. Para a análise de dados utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin. RESULTADOS: Foram entrevistados cinco bailarinos dos sexos masculino (1) e feminino (4) dos estados de São Paulo e Paraná. Os resultados demonstram que eles percebem a dança como uma atividade de profundo impacto em suas vidas, propiciando benefícios como o sentimento de pertencimento, autoconfiança, socialização e inclusão. A prática ocorre desde o lazer e atividade física até como profissão, promovendo, assim, a transformação social. Além disso, os agentes envolvidos compreendem o Estado como fundamental para que as políticas públicas de dança inclusiva se consolidem. A partir disso foram categorizadas 4 principais barreiras, sendo elas: a) Atitudinais, referentes ao preconceito e comportamentos desrespeitosos; b) Instrumentais e metodológicas que se refere à escassez de recursos e financiamento; c) Arquitetônicas e Urbanísticas que retratam a falta de acessibilidade nos locais e edifícios públicos e privados e, d) Comunicacionais que aborda a falta de visibilidade e divulgação dos projetos de dança inclusiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Partindo da perspectiva dos entrevistados, destaca-se a carência de iniciativas que concretizem na prática a teoria dos direitos respaldados por lei, uma vez que os bailarinos enfatizam a necessidade de maior apoio financeiro, recursos e profissionais adequados, estrutura e locais acessíveis, maior visibilidade e representatividade e a busca pela mitigação dos preconceitos persistentes na sociedade. Por fim, conclui-se que a garantia de acesso à cultura em igualdade de oportunidades exige o fortalecimento de iniciativas articuladas e a implementação de ações contínuas.

PALAVRAS-CHAVE: Dança; Inclusão; Políticas Públicas.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária Inclusão Social no programa PIBIC.

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