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PAPEL SOCIAL DO XAMÃ NO CONTEXTO AMERINDIO.

SILVA, Danillo Correia da¹; RADVANSKEI, Iziquel Antonio³
Curso do(a) Estudante: Licenciatura em História – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Filosofia – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O presente estudo investiga o papel social e religioso do xamã em diferentes contextos ameríndios, tomando como objeto de estudo três figuras principais: o Kumu, Makuna, o Kuiã, Kaingang e o Yakapá, Waujá. Fundamentada no conceito de perspectivismo ameríndio desenvolvido por Eduardo Viveiros de Castro, a pesquisa busca compreender a relação entre mitologia, iniciação xamânica e relevância social dessas lideranças espirituais. OBJETIVOS: O trabalho tem como objetivo compreender o papel social e religioso do xamã entre povos ameríndios, tomando como fundamento o conceito de perspectivismo ameríndio desenvolvido por Eduardo Viveiros de Castro (1996), buscando analisar as relações entre as cosmologias e narrativas míticas indígenas e a figura do xamã, investigar seus processos de escolha, formação e iniciação em diferentes tradições e compreender sua relevância social, religiosa e cosmológica, considerando as funções que desempenha e as formas pelas quais é reconhecido no interior de sua comunidade. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica, apoiada principalmente em Viveiros de Castro (2015) e Lévi-Strauss (2021), além de estudos etnográficos específicos sobre os povos analisados. RESULTADOS: A investigação parte da compreensão de que os mitos expressam concepções ontológicas fundamentais, permitindo interpretar o lugar ocupado pelo xamã em cada uma das culturas analisadas. Os resultados demonstram que a figura xamânica está profundamente vinculada às cosmologias indígenas. Entre os Makuna, o Kumu atua como mediador entre os ancestrais e as gerações atuais, sendo responsável pela construção espiritual/corporal e social de seu povo. Entre os Kaingang, o Kuiã estabelece relações com espíritos auxiliares e exerce funções de cura e orientação. Já entre os Waujá, o Yakapá é aquele capaz de visualizar o mundo espiritual, identificando as causas sobrenaturais das doenças e intervindo com curas. O estudo também evidencia diferenças nos processos de escolha dos xamãs. Enquanto Kuiãs e Kumus costumam ser escolhidos e preparados desde a infância por xamãs mais experientes, o Yakapá frequentemente emerge a partir de experiências de adoecimento e contato direto com entidades espirituais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar dessas distinções, os três casos revelam funções semelhantes relacionadas à cura, à mediação entre diferentes perspectivas de existência e à manutenção da continuidade cultural. Conclui-se que o xamã ocupa posição central na organização social e cosmológica dos povos estudados, atuando como agente fundamental na preservação, reprodução e interpretação de suas realidades coletivas.

PALAVRAS-CHAVE: xamanismo; Kaingang; Makuna; Waujá; xamã.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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