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IMPACTO DE UM NOVO ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL NO DESEMPENHO, DESGASTE DENTÁRIO E COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE COELHOS DESMAMADOS

SALLES, Iasmin Leoni Rocha¹; SANTOS, Maria Beatriz Vieira dos²; BEZ, Isabela Cristina Colaço²; COSTA, Leandro Batista³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O enriquecimento ambiental pode favorecer a expressão de comportamentos naturais e contribuir para o bem-estar de coelhos mantidos em sistemas intensivos. OBJETIVOS: Avaliar os efeitos de um novo enriquecimento ambiental com propriedades nutricionais e sensoriais sobre o desempenho, o desgaste dentário e o comportamento alimentar de coelhos desmamados da raça Nova Zelândia Branca. MATERIAIS E MÉTODO: Foram utilizados 32 coelhos Nova Zelândia Branca, distribuídos em quatro tratamentos e avaliados durante 60 dias: T1, ração + feno; T2, ração, feno + bloco sem óleo essencial; T3, ração, feno + bloco com óleo essencial de funcho; e T4, ração + bloco com óleo essencial de funcho. Foram avaliados peso corporal, ganho diário de peso, consumo diário de ração, consumo de feno e bloco, consumo total, conversão alimentar e indicadores de desgaste dentário. O comportamento foi avaliado nos períodos diurno e noturno, por amostragem focal e análise de vídeos obtidos por câmeras com gravação contínua. As variáveis de desempenho foram analisadas por modelos lineares mistos, com tratamento e período como efeitos fixos, unidade experimental como efeito aleatório e peso inicial como covariável. As comparações entre tratamentos foram realizadas pelo teste de Tukey e por contrastes planejados. Diferenças foram consideradas significativas quando P < 0,05. RESULTADOS: No período D1-D20, o T1 apresentou maior GDP, enquanto T2 e T3 apresentaram pior CA. Entre D21 e D40, não houve diferença para GDP, mas T2 e T3 mantiveram pior CA. No período D41-D60, o GDP não diferiu entre os tratamentos, enquanto T4 apresentou melhor CA. No período total, T1 apresentou maior CDR e T4 o menor valor, sem diferenças no consumo de feno ou de bloco. Não foram observadas diferenças entre os tratamentos para erupção, desgaste ou probabilidade de perda da marca dentária. Durante o período diurno, T3 apresentou maior interação com o feno e T4 maior interação com o ambiente. No período noturno, os comportamentos avaliados não diferiram entre os tratamentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O bloco de enriquecimento apresentou potencial como enriquecimento complementar, porém sua oferta esteve associada a alterações desfavoráveis no consumo e na eficiência alimentar, principalmente nas fases iniciais do experimento. A inclusão do óleo essencial de funcho não aumentou a interação direta com o bloco, e não foram detectados efeitos sobre os indicadores dentários. Assim, o bloco pode ser utilizado como complemento, e não como substituto do feno, sendo necessários ajustes em sua formulação para preservar o desempenho dos animais.

PALAVRAS-CHAVE: Bem-estar animal; coelhos; comportamento; cunicultura; óleo essencial de funcho.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária Inclusão Social no programa PIBIC.

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