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DA INTENÇÃO À PRÁTICA: A AMAMENTAÇÃO NOS PRIMEIROS DOIS ANOS DE VIDA

SABIM, Maria Karolina¹; BALBINOTT, Ana Luiza²; WERNECK, Renata Iani³
Curso do(a) Estudante: Nutrição – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Odontologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O aleitamento materno é uma prática de saúde recomendada pela Organização Mundial da Saúde de forma exclusiva até o sexto mês de vida e complementada até os dois anos, por seus reconhecidos benefícios à saúde do binômio mãe-filho e à saúde pública, sendo, no entanto, muitas vezes interrompido antes do recomendado, mesmo diante da intenção prévia da gestante em amamentar. OBJETIVOS: Objetivos: Analisar a intenção de amamentar manifestada pelas gestantes durante o pré-natal e sua correspondência com a prática do aleitamento materno até os primeiros 1.000 dias de vida da criança, explorando associações entre essa prática e determinantes sociais de saúde. MATERIAIS E MÉTODO: Materiais e Métodos: Foram avaliadas 423 mães vinculadas à rede pública de saúde de Curitiba, Paraná, participantes de uma coorte, que manifestaram intenção de amamentar durante o pré-natal e responderam questões sobre determinantes sociais, sendo os dados cruzados com a continuidade do aleitamento nas ondas perinatal, 3 meses, 6 meses, 1 ano e 2 anos, com uso do Teste Exato de Fisher para verificação de significância estatística. RESULTADOS: Resultados: Houve adesão de 81,1% ao aleitamento no período perinatal, com queda progressiva ao longo do tempo, chegando a 29,9% aos dois anos de idade da criança. O trabalho materno mostrou-se significativamente associado à prática aos 3 meses, enquanto o tipo de domicílio associou-se de forma significativa tanto ao perinatal quanto ao primeiro ano de vida; rede de apoio, orientações no pré-natal e destino do esgoto sugeriram possíveis associações, sem confirmação estatística. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Considerações Finais: A intenção de amamentar, embora fortemente relacionada ao início da prática, não garante sua manutenção ao longo dos dois primeiros anos de vida, sendo essa continuidade influenciada por determinantes sociais estruturais, especialmente trabalho materno e condições de moradia, reforçando a necessidade de políticas públicas de apoio à amamentação que considerem o contexto social da mulher de forma integrada.

PALAVRAS-CHAVE: Aleitamento materno; Intenção de amamentar; Determinantes sociais de saúde; Saúde materno-infantil.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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