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A AUTOCONFIGURAÇÃO DO PRESBÍTERO A CRISTO ATRAVÉS DO MISTÉRIO PASCAL: UMA LEITURA À LUZ DO DECRETO PRESBYTERORUM ORDINIS

ROSA, Gabriel Araujo¹; FERREIRA, Sandro³
Curso do(a) Estudante: Teologia – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Teologia – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: A presente pesquisa insere-se no contexto dos estudos sobre o ministério presbiteral à luz do Concílio Vaticano II e de sua recepção no contexto eclesial brasileiro. O problema investigado consistiu em compreender de que modo a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo estruturam a identidade e a missão do presbítero, evitando reduções funcionalistas, clericalistas ou meramente devocionais do sacerdócio ministerial. OBJETIVOS: O objetivo geral foi refletir sobre a autoconfiguração do presbítero a Cristo através do Mistério Pascal, à luz do Decreto Presbyterorum Ordinis. Especificamente, buscou-se investigar a noção de quenosis aplicada à identidade presbiteral, examinar a Paixão de Cristo como chave de entrega e oblação sacerdotal, refletir sobre a Morte como morrer para si e para o mundo, analisar a Ressurreição como plenitude da identidade sacerdotal e demonstrar a relevância de Presbyterorum Ordinis para a compreensão da autoconfiguração sacerdotal. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa adotou metodologia qualitativa, bibliográfica e histórico-documental, com análise de documentos conciliares e magisteriais, fontes patrísticas, escolásticas e autores modernos e contemporâneos. O percurso metodológico envolveu levantamento bibliográfico, leitura analítica, fichamento crítico, organização temática dos dados e interpretação teológica das fontes. RESULTADOS: A pesquisa demonstrou que a autoconfiguração sacerdotal não deve ser compreendida como simples aperfeiçoamento moral nem como autoconstrução subjetiva da identidade ministerial. O resultado central foi a distinção entre configuração sacramental, recebida objetivamente no sacramento da Ordem, e autoconfiguração existencial, entendida como assimilação livre, espiritual, ascética, pastoral e eclesial dessa configuração. Verificou-se que, pela quenosis, o presbítero aprende a descer e servir; pela Paixão, aprende a entregar-se; pela Morte, aprende a morrer para a autorreferencialidade e para as lógicas de domínio; pela Ressurreição, torna-se ministro da vida nova; e, em Presbyterorum Ordinis, essa dinâmica é recebida como identidade sacramental, pastoral, comunitária e missionária. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o presbítero é chamado a ser homem pascal no coração da Igreja, configurado sacramentalmente a Cristo e chamado a viver essa configuração na Eucaristia, na caridade pastoral, na comunhão, na formação permanente e na missão evangelizadora.

PALAVRAS-CHAVE: Autoconfiguração sacerdotal; Mistério Pascal; Presbyterorum Ordinis; Identidade presbiteral; Formação sacerdotal.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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