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UMA CONCEPÇÃO ANTROPOLOGICA SOBRE O CONSUMO FONOGRAFICO BRASILEIRO NA CONTEMPORANIEDADE

RIOS, Airo Fraga¹; KRUGER, Caue³
Curso do(a) Estudante: Bacharelado em Ciências Sociais – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Sociais – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O estudo busca compreender, a partir das lentes interpretativas da antropologia, fenômenos culturais e identitários identificáveis no consumo fonográfico brasileiro. Partindo do estudo de obras referenciais da Teoria Crítica e da Antropologia do Consumo, o trabalho adotou como obra referencial Modernity at Large de Arjun Appadurai. OBJETIVOS: Ele objetiva identificar, por meio da antropologia, princípios culturais e identitários presentes na música popular contemporânea brasileira, por meio da investigação do consumo do público brasileiro na mais popular das plataformas de streaming no Brasil: o Spotify MATERIAIS E MÉTODO: Tomando os rankings das 200 músicas mais tocadas semanalmente na plataforma Spotify como objeto de investigação, buscamos compor um recorte temporal abrangente, indagando os estilos musicais mais ouvidos pelo público brasileiro entre 23 de março de 2014 a 30 de julho de 2026. Acessamos, por meio do portal web “Kworb”, um compilado reunindo o recorte de rankings almejados em uma lista discriminada pelo número de reproduções(streams) das canções em questão junto a métricas secundárias. As primeiras 1000 posições foram selecionadas. Os resultados foram dispostos em múltiplos recortes: rankings envolvendo os primeiros 10, 30, 50, 100, 500 e 1000 resultados. RESULTADOS: Observamos uma preponderância da música sertaneja e do pagode nas 100 primeiras posições. O gênero funk surgiu em maior quantidade ao observarmos os rankings envolvendo 500 e 1000 resultados. Identificamos como os conceitos de ‘’ethoscapes’’, ‘’financescapes’’ e ‘’mediascapes’’ auxiliam na compreensão do cenário analisado. Somamos ao referencial teórico o trabalho da Antropóloga Elisabeth G. Trauble; do Sociólogo Bryan H. de A. Fuentes Raquena; dos musicólogos Thomas Hudgson, Bruno M. de Oliveira e Ângelo N. Natale e do Demógrafo Ralfo Matos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apontamos a necessidade de pesquisas futuras que correlacionem os dados obtidos com o uso das ‘’playlists’’, importante recurso do Spotify. Ademais, ressaltamos a necessidade de mensuração do público consumidor simultâneo dos gêneros ‘’Sertanejo’’ e ‘’Funk’’, principais detentores de streams no ranking de maior abordagem. Com esses dados, poderemos nos aproximar da solução de uma hipótese apresentada no final da seção ‘’resultados’’. O material investigado segue dispondo de grande potencial investigativo, devendo ser enriquecido por novas abordagens teórico metodológicas em estudos futuros.

PALAVRAS-CHAVE: Spotify; Antropologia do Consumo; Modernidade; Globalização; Música popular brasileira.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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