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O FLUXO MIGRATÓRIO, A RECEPÇÃO E A INTEGRAÇÃO DOS IMIGRANTES NO NA CIDADE DE CURITIBA (2017 – 2025)

RIBEIRO, Ana Beatriz Schiochet¹; CULPI, Ludmila Andrzejewski³
Colégio do(a) Estudante: Colégio Social Madre Clélia
Supervisor(a): Simone Stocco Schiefler e Silva
Curso do(a) Orientador(a): Negócios Internacionais – Escola de Negócios – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: As migrações integram um fenômeno inveterado na história em virtude de guerras e batalhas, questões políticas e financeiras, problemas ambientais, entre outros, que obrigaram os seres humanos a se deslocar entre as fronteiras.Deste modo, têm se intensificado nos últimos anos, especialmente no século XX, já que muitos dos fatores que as influenciaram anteriormente não ficaram no passado. Esses movimentos populacionais foram documentalmente fundamentais para a formação de diversas sociedades, e continuam contribuindo para o enriquecimento de culturas. Porém, ainda são acompanhados de discursos paradoxais que os associam à criminalidade ou à ameaça econômica. OBJETIVOS: A presente pesquisa tem como objetivo geral analisar de que forma os fluxos migratórios contemporâneos influenciaram a formação histórica, social e econômica dos Estados Unidos e do Brasil, considerando tanto as contribuições econômicas geradas por esses fluxos quanto os estereótipos e as políticas restritivas que frequentemente os acompanham. Como objetivos específicos tem-se: levantar o estado da arte sobre as migrações internacionais contemporâneas; analisar o papel histórico dos fluxos migratórios na formação política, social e econômica dos Estados Unidos e do Brasil; identificar as principais contribuições econômicas dos imigrantes em ambos os países, comparando setores de atuação, geração de renda e empreendedorismo; e, por fim, investigar os discursos anti-imigração, os estereótipos construídos e as políticas restritivas associados às migrações contemporâneas em cada um dos contextos estudados. MATERIAIS E MÉTODO: Para a realização desta pesquisa, adotou-se uma abordagem de caráter bibliográfico e documental, fundamentada na análise de publicações produzidas por organizações internacionais que tratam do fenômeno migratório. Recorreu-se aos materiais divulgados pela Organização Internacional de Migrações (OIM), bem como aos relatórios e notas técnicas do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Complementarmente, foram consultados documentos normativos internacionais, com destaque para a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), tomada como referência para o levantamento dos princípios de proteção estabelecidos às populações em mobilidade. RESULTADOS: Os resultados evidenciam que, apesar de trajetórias históricas distintas, os Estados Unidos e o Brasil compartilham um padrão comum: a formação de suas sociedades foi decisivamente moldada por fluxos migratórios, e a contribuição econômica desses grupos convive com discursos que os associam à ameaça ou à criminalidade. No caso dos Estados Unidos, os dados apresentados demonstram que os imigrantes desempenham papel central em setores como saúde, agricultura e empreendedorismo, ao mesmo tempo em que enfrentam subemprego e políticas de controle migratório intensificadas durante a administração Trump. No Brasil, a expansão recente do mercado formal de trabalho migrante, sobretudo na Região Sul, revela uma dinâmica de crescente inserção econômica, ainda que acompanhada por desafios de reconhecimento de qualificações, barreiras linguísticas e episódios de xenofobia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A comparação entre os dois países permite observar que a tensão entre contribuição econômica e estigmatização social não é exclusiva de um único contexto nacional, mas parece decorrer de um padrão mais amplo de recepção às migrações contemporâneas, o que reforça a relevância de políticas públicas de integração e de combate à desinformação sobre esses grupos de imigrantes mapeados.

PALAVRAS-CHAVE: Migrações; Fluxos migratórios; Estados Unidos; Brasil; políticas de integração dos imigrantes à sociedade.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC Jr.

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