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USO DE DESCONGESTIONANTES NASAIS E SEUS RISCOS: CONHECIMENTO E HÁBITOS DOS ESTUDANTES DE MEDICINA DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ (PUCPR)

RIBAS, Isabela Fortes¹; ESTATÍSTICA), Márcia Olandoski Análise²; SANTOS, Marco Cesar Jorge dos³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A automedicação é um hábito de preocupação mundial. O uso próprio e indiscriminado de descongestionantes nasais a longo prazo pode levar a diminuição do efeito desejado e até congestão nasal rebote, transformando um hábito em uma dependência exponencial, sendo necessário frequências cada vez mais altas para buscar o alívio desejado. OBJETIVOS: Avaliar os hábitos e o nível de conhecimento dos estudantes universitários em relação ao uso de descongestionantes nasais e seus riscos. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo transversal, descritivo e observacional, com uso de dados obtidos através de um questionário via forms respondido por alunos de medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) entre janeiro e abril de 2026. Os dados coletados em anonimato foram tabulados na plataforma Microsoft Excel e analisados no programa IBM SPSS Statistics, versão 32.0.0. RESULTADOS: Foram obtidas 68 respostas de estudantes de Medicina da PUCPR. Esses eram majoritariamente do sexo feminino (68%), com uma média de 23,6 anos de idade. Frente ao histórico de rinite alérgica, 60,3% afirmaram já terem sido diagnosticados e 25% responderam ter outras condições nasais crônicas, com prevalência de sinusite (36,8%) e desvio de septo (26,3%%). Dentre os participantes analisados, 53 (77,95%) afirmaram já terem utilizado os descongestionantes nasais em algum momento: 77,4% de uso raro, 9,4% esporádico e 13,2% rotineiro. Os motivos mais predominantes apontados como justificativa de uso foram: nariz entupido devido a resfriado (30,2%) e nariz entupido devido a resfriado e dificuldade para dormir por obstrução nasal (13,2%). Dos 53 participantes que confirmaram a utilização do medicamento, 64,2% afirmaram não ter alergias respiratórias e 79,2% afirmaram ter nariz entupido. Ao avaliar a frequência, observou-se predomínio do uso raro/ em situações de gripe e resfriado (81,1%), frente ao uso diário (18.9%). Quanto à obtenção dos descongestionantes nasais, há soberania da automedicação (58,5%) em relação à prescrição médica (26,4%). Entre usuários, a piora dos sintomas sob tentativa de cessar o uso ocorre em 70,6% dos participantes com necessidade de aumentar a frequência de uso e em 8,3% daqueles sem essa necessidade, observando associação estatisticamente significativa (p< 0,001). Foram obtidas 65 respostas acerca de conhecimentos sobre essa classe medicamentosa: 62 estudantes relataram saber que seu uso contínuo pode acarretar dependência química e agravamento da congestão nasal, 61 futuros médicos responderam saber da existência de tratamentos alternativos que não causam dependência e 41 estudantes afirmaram sentir necessidade de ir em busca de informações adicionais a respeito do uso correto dos descongestionantes nasais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Há elevada prevalência do uso dos descongestionantes nasais e da automedicação entre os participantes dessa pesquisa, apesar do conhecimento sobre as consequências atribuídas a seu uso indiscriminado. Além disso, observou-se associação entre os estudantes que relataram maior frequência de uso e piora clínica na tentativa de cessar o medicamento, reforçando um de seus riscos, a rinite medicamentosa. Dessa forma, fica evidente a necessidade de implementação de estratégias educativas voltadas ao uso racional do medicamento e o acompanhamento por parte de um profissional capacitado.

PALAVRAS-CHAVE: Descongestionantes nasais; Automedicação; Efeito rebote; Congestão nasal; Rinite alérgica.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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