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MEMÓRIAS DE MIGRAÇÃO: PERFORMANCE AUTOBIOGRÁFICA COMO GESTO DE REEXISTÊNCIA

REIS, Vitoria de Maria Machado dos¹; LICONTI, Juliana Lima³
Curso do(a) Estudante: Teatro – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Artes Cênicas – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A presente pesquisa investiga como a criação de uma cena autobiográfica pode constituir uma prática de resistência e desobediência epistêmica a partir das experiências de migração entre o Norte e o Sul do Brasil, articuladas à tradição oral amazônica e à trajetória pessoal da pesquisadora. O estudo parte da problemática relacionada às hierarquias historicamente estabelecidas nos processos de produção e legitimação do conhecimento, que frequentemente desconsideram experiências vividas, memórias, territórios e saberes corporais como formas legítimas de conhecimento. OBJETIVOS: Nesse contexto, a pesquisa busca compreender de que maneira a performance autobiográfica pode tensionar essas estruturas ao propor novas formas de narrar, existir e produzir conhecimento por meio da arte. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia desenvolvida possui caráter autoetnográfico, articulando pesquisa bibliográfica, escrita autobiográfica, diário de bordo e investigação cênica. O processo criativo foi desenvolvido por meio de ensaios, experimentações corporais, práticas de escrita, improvisações, exercícios de percepção de si e investigação de elementos relacionados à identidade, pertencimento e território. As experimentações possibilitaram compreender o corpo como espaço de memória, produção de sentidos e elaboração de conhecimentos, no qual atravessam experiências familiares, afetivas, culturais e territoriais. RESULTADOS: Como resultado, foi elaborada a performance autobiográfica Memórias de Migração: Um corpo em travessia, apresentada durante a Semana + Arte da PUCPR, constituída a partir das relações entre memória, ancestralidade, migração e tradição oral amazônica. A pesquisa evidenciou que a autobiografia, quando investigada artisticamente, ultrapassa a dimensão individual e pode estabelecer diálogos com experiências coletivas relacionadas ao deslocamento, pertencimento e reconstrução identitária. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dessa forma, a performance autobiográfica revelou-se não apenas como produto artístico, mas como procedimento metodológico e campo de produção de conhecimento situado, contribuindo para reflexões acerca da pluralização das epistemologias, da valorização de diferentes formas de saber e da construção de práticas artísticas comprometidas com perspectivas decoloniais.

PALAVRAS-CHAVE: Performance autobiográfica; Decolonialidade; Tradição oral amazônica; Desobediência epistêmica; Autoetnografia.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária Inclusão Social no programa PIBIC.

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