O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO PLE (PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA) EM UM AMBIENTE MULTICULTURAL: UM ESTUDO DE CASO
INTRODUÇÃO: Durante a realização do projeto de iniciação científica, foi necessário a escolha de um ambiente estudantil que oferecesse o ensino do português como língua estrangeira (PLE) e como língua de acolhimento (PLAc) para migrantes e refugiados. Neste cenário, o Programa Lampedusa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) foi o programa institucional que oferece aulas de português PLAc, presencial, selecionado para a continuidade das pesquisas. Perante às altas buscas do Brasil como destino para o acolhimento daqueles que precisaram sair de seu país de origem, o ensino do português como PLAc se tornou fundamental para a integração do cidadão em uma nova sociedade, expandindo o seu ensino além da gramática tradicional, mas também acolhendo culturalmente e humanamente o estudante, levando em consideração a vivência e as tradições compartilhadas por ele. OBJETIVOS: O estudo busca compreender se há normas atuais para o ensino da PLE em documentos oficiais, se existe a garantia de um ensino de qualidade de educação básica e se os alunos são acolhidos culturalmente em sala de aula, mesmo com diferentes experiências de vida. MATERIAIS E MÉTODO: No início, foram utilizados textos para poder, por meio da teoria, fazer melhor análise quando fôssemos para a sala de aula realizar observações participativas, estudar o que é o real ensino de PLE (com uma metodologia de acolhimento) e comparar com o que seria visto. Após a parte conceitual, foi realizada a observação em sala do Programa Lampedusa durante quatro semanas, para poder observar o funcionamento de um ambiente multicultural. Quando a observação foi finalizada, foi produzido e aplicado um questionário para os alunos sobre o ensino em sala e esses estudantes percebem o ambiente escolar e os ensinamentos lá presentes. RESULTADOS: Com o levantamento feito em sala de aula entre os alunos, identificou-se a cultura, quando envolvida no aprendizado, é o fator que mais auxilia a compreender o novo idioma ensinado pois, junto ao contexto de ensino, torna a compreensão mais fácil. Em sala de aula no Projeto Lampedusa, fica evidente como os professores tentam sempre incluir os alunos culturalmente, mostrando as tradições brasileiras e comparando-as com as dos países dos alunos presentes em sala. Com esses dados, é possível notar a importância da inclusão social daqueles que chegaram de outros países. Outro fator observado em sala, foi a atuação do livro didático que busca guiar o estudo de acordo com as propostas curriculares para o aprendizado do idioma. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A inclusão do aluno culturalmente é tão importante quanto a alfabetização na nova língua que está sendo aprendida. O idioma quando ensinado de acordo com as diretrizes curriculares oficiais e utilizando a cultura como base, torna-se mais eficaz no aprendizado do PLE, pois acolhe o aluno e ensina mais do que apenas a gramática, mostra situações que podem ser vividas no país no qual o mesmo está situado.
PALAVRAS-CHAVE: Programa Lampedusa (PUCPR); Português como Língua de Acolhimento (PLAc); Português como Língua Estrangeira (PLE); Inclusão; Ensino e aprendizagem.
Votação encerrada.