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AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE CAVALOS DE CORRIDA ESTABULADOS

PAULISTA, Meire Speçamilio¹; MICHELOTTO, Pedro Vicente M²; SOTELO, Eric Danilo Pauls³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Este estudo investigou o impacto da introdução e progressão de um protocolo de exercício físico sobre os padrões comportamentais de alimentação, consumo de feno e ingestão hídrica em equinos atletas estabulados. OBJETIVOS: A pesquisa analisou o comportamento de cavalos da raça Puro-Sangue Inglês, buscando determinar o tempo dedicado à interação com o concentrado, volumoso e água durante o dia e a noite. MATERIAIS E MÉTODO: Para isso, utilizou-se uma amostra de animais mantidos em baias individuais, avaliados por meio de análise de imagens por videomonitoramento 24 horas. A análise estatística empregou o modelo de análise de variância (ANOVA) de medidas repetidas, verificando flutuações ao longo de quatro momentos experimentais: linha de base sem treino (M0), início do treino com galopes de 200m (M1), fase de adaptação com 400m (M2) e manutenção com 600m (M3). RESULTADOS: Os resultados demonstraram que, durante o estabelecimento natural do comportamento no Momento 0, os animais apresentavam uma rotina previsível e estável em todos os parâmetros. No entanto, a introdução do treinamento no Momento 1 provocou uma redução estatisticamente significativa no consumo de feno, caracterizada por um efeito quadrático (), o que identifica o volumoso como o indicador biológico mais sensível ao estresse fisiológico agudo inicial. Esse fenômeno sugere um redirecionamento imediato do orçamento comportamental (behavioural time budget) frente ao impacto do esforço físico. Na fase de adaptação (Momento 2), observaram-se oscilações complexas na ingestão de água, com a detecção de um efeito cúbico significativo, além de uma tendência linear de redução no tempo de alimentação com concentrado. Ao atingir a fase de maior exigência física no Momento 3, os comportamentos estabilizaram-se novamente, evidenciando a plasticidade comportamental dos equinos e sua capacidade de adaptação a um novo estado de equilíbrio estável. O estudo, conduzido em condições reais de manejo, também permitiu identificar que fatores externos, como a redução do quadro de funcionários aos domingos, interferem sistematicamente no tempo de alimentação disponível. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A integração desses achados indica que a adaptação ao exercício envolve uma reorganização coordenada de diferentes comportamentos essenciais, como alimentação e repouso. Conclui-se que, embora o exercício induza alterações agudas e seletivas nas fases de transição, a adaptação fisiológica permite a manutenção da saúde comportamental a longo prazo. Recomenda-se o uso de estratégias de manejo, como o fornecimento de feno em dispositivos de alimentação lenta (slow feeders), para prolongar o tempo de mastigação, preservar a saúde gástrica e mitigar os efeitos do confinamento em cavalos atletas.

PALAVRAS-CHAVE: Equino atleta; Comportamento alimentar; Exercício físico; Bem-estar animal; Manejo de equinos.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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