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DA INVISIBILIDADE À VISIBILIDADE DA VIOLÊNCIA SIMBÓLICA NA ESCOLA PÚBLICA: ESTRATÉGIAS PARTICIPATIVAS DE ENFRENTAMENTO E
TRANSFORMAÇÃO ESCOLAR

ONOFRE, Lorena Gabrielly Soares¹; GARCIA, Wallisten Passos³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A violência simbólica nem sempre é reconhecida como violência, pois se encontra naturalizada nas relações cotidianas e se manifesta por meio de classificações, hierarquias e formas de autoridade socialmente legitimadas. No contexto escolar, essas relações podem produzir vivências de silenciamento, desvalorização e exclusão. A criação de espaços de escuta e participação dos adolescentes apresenta-se, portanto, como uma possibilidade de problematizar essas vivências, ampliar a compreensão sobre o fenômeno e construir estratégias coletivas de enfrentamento. OBJETIVOS: Analisar o processo de construção, execução e avaliação de uma intervenção sobre a violência simbólica no contexto escolar, considerando seus efeitos na consciência dos estudantes envolvidos e seus impactos nas práticas e dinâmicas institucionais da escola. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa-intervenção foi realizada com 17 adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, matriculados no primeiro e no segundo anos do Ensino Médio de uma escola pública estadual de Curitiba. O percurso foi desenvolvido em dois momentos articulados. No primeiro, foram realizadas seis oficinas participativas destinadas à discussão da violência simbólica e de seus possíveis impactos, à análise de situações presentes no cotidiano escolar e à construção coletiva de uma ação de conscientização. Durante essas oficinas, os estudantes planejaram a atividade e produziram os materiais que seriam utilizados. No segundo momento, realizaram a intervenção, com o acompanhamento das pesquisadoras, em turmas do nono ano do Ensino Fundamental e do primeiro e segundo anos do Ensino Médio. As oficinas com o grupo participante foram gravadas em áudio e posteriormente transcritas, enquanto a realização da intervenção nas demais turmas foi registrada pelas pesquisadoras em diários de campo. O corpus analisado foi constituído pelas transcrições das oficinas e pelos diários de campo. A análise fundamentou-se na perspectiva dialógica do discurso, considerando os enunciados em relação às situações concretas em que foram produzidos, aos interlocutores envolvidos e às diferentes vozes sociais presentes nas interações. RESULTADOS: O processo dialógico favoreceu o deslocamento de compreensões inicialmente centradas em acontecimentos individuais para o reconhecimento das condições sociais, culturais e institucionais que sustentavam essas práticas. Os sentidos construídos nas oficinas foram mobilizados pelos adolescentes no planejamento, na produção e na realização da intervenção, para a qual elaboraram cartazes, uma vídeo-reportagem e atividades interativas. Ao selecionarem as situações que seriam abordadas, produzirem os materiais e mediarem as discussões com outros estudantes, os participantes assumiram uma posição autoral e demonstraram maior capacidade crítica para reconhecer, problematizar e comunicar as diferentes manifestações da violência simbólica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa favoreceu movimentos de conscientização, autoria, participação e protagonismo estudantil, alcançando o objetivo imediato de ampliar o reconhecimento e a problematização da violência simbólica. Embora a ausência de acompanhamento posterior não permita afirmar a permanência desses efeitos ou a ocorrência de mudanças institucionais mais amplas, os resultados evidenciam a importância de envolver os adolescentes na compreensão da realidade escolar e na construção de estratégias de enfrentamento das formas naturalizadas de violência.

PALAVRAS-CHAVE: Violência simbólica; Adolescentes; Protagonismo juvenil; Psicologia Escolar; Educação crítica.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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