Logo PUCPR

ESTRESSE OXIDATIVO, INFLAMAÇÃO E ATEROSCLEROSE: MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS RELACIONADOS À EXPOSIÇÃO A MICRO E NANOPLÁSTICOS.

OLIVEIRA, Luciana Ramile Pereira de¹; CABEL, Sandra Regina³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Agronomia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A poluição ambiental por microplásticos (MPs) e nanoplásticos (NPs) tornou-se uma ameaça emergente à saúde humana após a confirmação da presença dessas partículas na circulação sanguínea e em tecidos vasculares. Dessa forma, o mapeamento dos eventos vasculares e a elucidação das vias fisiopatológicas tornam-se indispensáveis para fundamentar o nexo causal entre a exposição aos polímeros e os desfechos cardiovasculares observados. OBJETIVOS: O objetivo desse estudo foi realizar uma revisão bibliográfica para mapear os mecanismos fisiopatológicos que vinculam a exposição aos MPs/Nps a desfechos cardiovasculares adversos. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizada uma busca nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, SciELO e Google Scholar, utilizando descritores padronizados (MeSH/DeCS) combinando microplastics, nanoplastics, cardiovascular diseases, atherosclerosis e blood contamination. Selecionaram-se artigos publicados entre 2014 e 2026 contendo evidências analíticas de quantificação/detecção e ensaios mecânicos de estresse oxidativo e inflamação endotelial. RESULTADOS: A análise de 30 artigos relevantes evidenciou que polímeros como Polietileno (PE), Tereftalato de Polietileno (PET), Poliestireno (PS) e Cloreto de Polivinila (PVC) são internalizados pelas células endoteliais, induzindo a produção excessiva de espécies reativas de oxigênio (ROS) e de citocinas inflamatórias. Identificou-se a presença direta de polímeros, como o Polietileno (PE), em placas ateroscleróticas e trombos arteriais humanos, associada à desestabilização da placa e eventos isquêmicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados confirmam que os micro e nanoplásticos não são meros contaminante inertes, mas agentes biologicamente ativos que predispõem a eventos cardiovasculares por meio da indução de estresse oxidativo, disfunção endotelial e exacerbação de processos inflamatórios. O avanço da área exige o enfrentamento de desafios metodológicos prementes, tais como a padronização das ferramentas de detecção tecidual e o mapeamento da toxicocinética longitudinal no organismo humano.

PALAVRAS-CHAVE: Microplásticos; Nanoplásticos; Aterosclerose; Estresse Oxidativo; Disfunção endotelial.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.