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ASSOCIAÇÃO ENTRE OS ASPECTOS CLÍNICOS DAS COMPLICAÇÕES MICROVASCULARES DO DIABETES TIPO 1 E 2 E POLIMORFISMO GENÉTICO EM MIRNA 125A.

OLIVEIRA, Beatriz Maria Batista de¹; MONTEMOR, Claudia²; LIBONI, Renata²; FREDERICO, Regina Celia Poli³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: A Diabetes mellitus (DM) tipo 1 (DM1) e tipo 2 (DM2) pode cursar com complicações microvasculares, das quais a neuropatia periférica é a mais prevalente sendo decorrente do estresse metabólico causado pela hiperglicemia crônica sobre os nervos periféricos, podendo levar a parestesia, dor, úlceras e até amputações. O miR-125a é um microRNA envolvido na regulação da secreção de insulina e da resistência insulínica, com possível papel na fisiopatologia das complicações do diabetes. Diante da elevada prevalência da neuropatia diabética e de seu impacto clínico, é relevante investigar as variantes genéticas em miRNA em paciente com DM1 e DM2, buscando contribuir com o reconhecimento precoce dos indivíduos com maior suscetibilidade a essa complicação OBJETIVOS: Avaliar as variantes genéticas do miR-125a em pacientes com DM1 e DM2, com ou sem neuropatia diabética, estimando suas frequências alélicas e genotípicas, comparando-as com o perfil clínico dos pacientes acometidos pela doença. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo com 99 pacientes, sendo 47 com DM1 e 52 com DM2. Esses foram avaliados pelo Escore de Comprometimento Neuropático (ECN/NDS), e dados clínicos, laboratoriais e antropométricos foram coletados por questionário e prontuário. A genotipagem do polimorfismo do miR-125a foi realizada por reação em cadeia de polimerase em tempo real, através do sistema TaqMan®. As análises estatísticas incluíram os testes t de Student, Mann-Whitney U, Qui-quadrado e Exato de Fisher. RESULTADOS: A neuropatia diabética esteve presente em 27 pacientes (27,3%). Os pacientes com DM2 tinham idade mais avançada (59,0 vs. 32,0 anos; p<0,001) e apresentavam maior adiposidade central (circunferência abdominal de 108,0 vs. 90,0 cm; p<0,001), comprometimento renal (TFG de 65,0 vs. 96,0 mL/min/1,73m²; p=0,001) e uso de medicações cardiometabólicas (p<0,001) em relação aos pacientes com DM1. Além disso, a neuropatia se associou a maior idade (56,0 vs. 42,0 anos; p=0,008), tempo de diagnóstico (19,0 vs. 11,5 anos; p=0,001), circunferência abdominal (108,0 vs. 96,0 cm; p=0,008) e retinopatia diabética (37,0% vs. 12,7%; p=0,015). Quanto ao componente genético, todos os pacientes (100%) apresentaram genótipo GG para o polimorfismo do miR-125a, configurando uma amostra monomórfica para esse marcador. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados reforçam a importância dos fatores de risco clínicos clássicos, como idade, tempo de doença, adiposidade central e presença de outras complicações microvasculares, na identificação de pacientes com maior risco de neuropatia diabética. A ausência de variabilidade genotípica do miR-125a impediu a avaliação de sua associação com a neuropatia diabética nesta amostra, sem invalidar o papel biológico desse marcador, já descrito na literatura. Isso sinaliza a necessidade de estudos futuros com amostras maiores e multicêntricas para investigar essa e outras variantes do miR-125a.

PALAVRAS-CHAVE: Diabetes Mellitus; Neuropatia Diabética; MicroRNA; Polimorfismo genético; MiR-125a.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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