Logo PUCPR

O PAPEL DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA CONSTRUÇÃO, MEDIAÇÃO E DEMOCRATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

NEUHAUS, Silvio¹; PEREIRA, Fabio Inacio³
Curso do(a) Estudante: Teologia – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Teologia – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: A inteligência artificial intensifica a escala e a opacidade da produção científica no século XXI, período em que o processamento da informação passou a organizar a economia, a cultura e o próprio saber; nesse cenário, impõe-se uma questão epistêmica sobre o estatuto de um conhecimento filtrado, resumido e recombinado por sistemas cuja operação interna escapa a quem o recebe, o que se agrava num país desigual como o Brasil. OBJETIVOS: Investigar como estratégias de inteligência artificial podem democratizar o acesso ao conhecimento científico, examinando o impacto socioeconômico da tecnologia sobre a inclusão digital, a adaptação algorítmica do conteúdo, as ferramentas de produção e divulgação do saber e os limites da personalização diante das variáveis socioculturais. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa é de natureza teórica e bibliográfica, apoiada em mapeamento sistemático da produção publicada entre 2015 e 2026 sobre inteligência artificial, educação científica e popularização do saber; cada texto passou por fichamento estruturado e análise de conteúdo, procedimento complementado por um teste direto de modelos de linguagem segundo critérios de fluidez sintática, capacidade de abstração e precisão informacional, além da leitura crítica dos marcos éticos e normativos que hoje disciplinam o uso da tecnologia. RESULTADOS: A análise mostrou que a tecnologia não democratiza por conta própria, pois a mesma ferramenta que aproxima um estudante da ciência pode afastar outro conforme as condições de acesso, a formação disponível e a infraestrutura existente; identificaram-se ganhos reais na personalização do ensino e na síntese de conteúdos, mas também riscos como a fluência que simula validade, a opacidade dos processos decisórios, a reprodução de vieses sociais e a impossibilidade de atribuir à máquina a autoria e a responsabilidade pelo texto científico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a inteligência artificial amplia o acesso ao saber apenas quando conduzida por uma consciência crítica que decida seus fins, o que exige a formação do usuário, a transparência no uso e a manutenção do juízo humano nas duas pontas do processo; propõe-se um modelo de trabalho no qual o pesquisador formula o problema e valida o resultado, enquanto a máquina executa as tarefas intermediárias sem substituir a decisão humana.

PALAVRAS-CHAVE: Inteligência Artificial; Democratização do conhecimento; Comunicação científica; Educação científica; Ética da Inteligência Artificial.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.