Logo PUCPR

OS SUJEITOS HISTÓRICOS NA OBRA “CAPÍTULOS DE HISTÓRIA COLONIAL” DE CAPISTRANO DE ABREU (1907)

MARINHO, Gabriel Correia de¹; CORCAO, Mariana³
Curso do(a) Estudante: Licenciatura em História – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): História – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Este trabalho consiste em um estudo sobre os sujeitos históricos na obra Capítulos de História Colonial (1907), do historiador Capistrano de Abreu (1853-1927). OBJETIVOS: A pesquisa investiga a relação de Capistrano com o contexto histórico e intelectual de sua escrita, analisando a representação das populações racializadas – indígenas, africanos e afro-brasileiros – e suas possibilidades de ação na narrativa historiográfica. MATERIAIS E MÉTODO: Para atingir esses objetivos, realizou-se uma revisão bibliográfica sobre o autor e seu impacto na historiografia nacional, além da construção de um embasamento teórico-metodológico baseado nos postulados de Michel de Certeau sobre o fazer histórico e na leitura histórico-dialética de Clóvis Moura e Nelson Werneck Sodré RESULTADOS: A partir da análise da obra-fonte, observa-se que Capistrano rompe com a tradição historiográfica de Adolfo de Varnhagen ao descentralizar o papel das elites luso-brasileiras e do Estado Imperial, elegendo o povo brasileiro e o desenvolvimento interno como o foco da história nacional. Essa inovação é marcada pelo protagonismo conferido aos indígenas no início da formação colonial e, especialmente, ao mameluco e ao sertanejo como os principais agentes do devir histórico brasileiro e símbolos do avanço no interior do país. Contudo, os resultados revelam também os limites do lugar social e de produção do autor. Embora tenha buscado a diversidade de fontes e a ciência historiográfica de sua época, a escrita de Capistrano permanece atravessada por essencialismos e pela ideologia do colonialismo. Essa influência superestrutural reflete-se na invisibilização progressiva da população negra ao longo de sua narrativa – encarada predominantemente como mero fator de força de trabalho econômico e integrada à esfera litorânea e portuguesa – e na atribuição de traços morais tidos como “naturais” às raças formadoras. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o trabalho de Capistrano de Abreu constitui um marco fundamental de transição e inovação na historiografia brasileira, que, ao tempo em que conferiu visibilidade a novas figuras populares no processo histórico, esteve condicionado pelas contradições sociais e teóricas do contexto pós-abolicionista do início do século XX.

PALAVRAS-CHAVE: Capistrano de Abreu; Historiografia Brasileira; Sujeitos Históricos; Capítulos de História Colonial; Raça.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.