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PERFORMANCE RELACIONAL E DESOBEDIÊNCIA EPISTÊMICA: ESTUDO TEÓRICO A PARTIR DAS PRÁTICAS DO COLETIVO PARABELO

LEAL, Lara Camargo¹; LICONTI, Juliana Lima³
Curso do(a) Estudante: Teatro – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Artes Cênicas – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Esta pesquisa investiga as relações entre performance relacional e decolonialidade a partir das práticas desenvolvidas pelo Coletivo Parabelo. OBJETIVOS: O estudo teve como objetivo compreender de que maneira as ações performáticas do coletivo podem ser entendidas como estratégias contra-hegemônicas, articulando arte, educação, participação e pensamento decolonial. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, fundamentada na leitura e análise de livros, artigos, teses, registros audiovisuais e materiais produzidos pelo coletivo. Entre os principais referenciais teóricos articulados destacam-se Nicolas Bourriaud, Claire Bishop, Sarah Marques Duarte, Nelson Maldonado-Torres, Ramón Grosfoguel, Patricia Hill Collins, José Jorge de Carvalho, Nilma Lino Gomes e Thula Pires. RESULTADOS: A análise das obras Treze Dias, Lavapés, Violência e Perfografia evidenciou que as práticas do Coletivo Parabelo movimentam elementos como participação, cuidado, errância urbana, ancestralidade, escuta e experiência corporal, tensionando hierarquias tradicionalmente estabelecidas entre artista e espectador, professor e aluno, teoria e prática. Os resultados demonstram que essas ações não se limitam à produção de experiências estéticas, mas constituem espaços de reflexão crítica capazes de questionar normas sociais, educacionais e epistemológicas vinculadas à colonialidade. A pesquisa também possibilitou compreender a performance relacional como uma prática de produção de conhecimento, na qual o encontro e a experiência compartilhada assumem papel central na construção de sentidos. Além disso, evidenciou a importância de perspectivas latino-americanas para a ampliação dos debates sobre arte relacional, destacando a participação como uma tática poética capaz de produzir outras formas de convivência e sensibilidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim conclui-se que as práticas do Coletivo Parabelo apresentam potencial para atuar como estratégias de descolonização, valorizando saberes corporais, cotidianos e ancestrais e contribuindo para a construção de relações mais horizontais entre arte, educação e sociedade.

PALAVRAS-CHAVE: Performance relacional; Decolonialidade; Coletivo Parabelo; Participação; Educação.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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