EFEITOS DO TRNSPLANTE FECAL NA MODULAÇÃO DA PERMEABILIDADE INTESTINAL E NA LIBERAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS LIVRES DE CADEIA CURTA NO CÉREBRO DE ANIMAIS COM DOENÇA DE PARKINSON
INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos, os quais mecanismos envolvem a comunicação no eixo intestino-cérebro mediada por metabólitos como os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do transplante de microbiota fecal (TMF), vindo de animais exercitados ou sedentários, sobre o perfil microbiano, parâmetros comportamentais e a liberação de AGCC em modelo animal da DP induzido por 6-OHDA. MATERIAIS E MÉTODO: AGCC em modelo animal da DP induzido por 6-OHDA. Materiais e Métodos: Doadores foram submetidos a 8 semanas de treinamento em esteira ou mantidos sedentários para coleta fecal. Em seguida, 102 animais foram divididos entre grupos SHAM e lesão por 6-OHDA. Após depleção microbiológica via coquetel de antibióticos (Meropenem e Vancomicina), realizou-se o TMF por via retal, seguido de manutenção oral diária por 21 dias. Avaliou-se o comportamento motor e exploratório (Campo Aberto, Labirinto em Y e Teste Rotacional), massa corporal, quantificação microbiológica fecal por plaqueamento (TSA e MacConkey) em aerobiose e anaerobiose, e níveis de AGCC (acetato, propionato e butirato) por HPLC. RESULTADOS: A lesão por 6-OHDA provocou assimetria motora e menor deslocamento no teste rotacional. O TMF de animais exercitados atenuou o ganho de massa corporal nos animais lesionados. A análise microbiológica indicou que o treinamento aumentou a abundância de bactérias aeróbicas totais no meio TSA sem induzir supercrescimento de enterobactérias no meio MacConkey. Nos metabólitos, os animais com DP tratados com TMF de doadores exercitados apresentaram elevação estatisticamente significativa nos níveis fecais de butirato e acetato. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O TMF de doadores exercitados reconfigurou o ambiente intestinal e resgatou a produção de AGCCs, especialmente do butirato e acetato, em modelos experimentais de DP. A modulação da microbiota via exercício surge como uma estratégia terapêutica promissora na regulação de metabólitos no eixo intestino-cérebro.
PALAVRAS-CHAVE: Doença de Parkinson; Transplante de microbiota fecal; Exercício físico; Ácidos graxos de cadeia curta; Eixo intestino-cérebro.
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