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O CORPO MONSTRUOSO: COMO A VIVÊNCIA SÁFICA NAS ANIMAÇÕES PRODUZEM ALEGORIAS E CONVERSAS ENQUANTO TECNOLOGIAS DE GÊNERO COM OUTRAS MATERIALIDADES

JAMIELNIAK, Helena Arioli¹; BRAGA, Bruno Azzani³
Curso do(a) Estudante: Design – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Design – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: As figuras da vampira e da bruxa constituem representações historicamente associadas à monstruosidade, ao desvio e à marginalização, sendo constantemente ressignificadas pelas produções audiovisuais contemporâneas. Nesse contexto, a presente pesquisa investiga de que maneira essas figuras podem representar experiências sáficas na animação, considerando seu potencial para tensionar normas de gênero e sexualidade e produzir outras possibilidades de subjetivação. OBJETIVOS: O estudo teve como objetivo compreender como tais representações se articulam às perspectivas queer e às tecnologias de gênero, tomando como objetos de análise as animações Castlevania: Nocturne e The Owl House. MATERIAIS E MÉTODO: Para tanto, adotou-se a análise fílmica como principal procedimento metodológico, orientada pelas contribuições de Halberstam e articulada à Cartografia Sentimental, compreendendo a pesquisa como um percurso atravessado por afetos, deslocamentos e processos de criação. Paralelamente, foram desenvolvidas materialidades visuais que integraram o processo investigativo, compreendendo a prática artística como continuidade da construção do conhecimento e como forma de traduzir visualmente as reflexões produzidas ao longo da pesquisa. RESULTADOS: As análises evidenciaram que as figuras da vampira e da bruxa extrapolam sua condição de personagens fantásticas, constituindo-se como representações capazes de produzir reflexões sobre gênero, sexualidade e subjetividade. Enquanto Castlevania: Nocturne elabora a experiência sáfica por meio de relações marcadas pelo conflito, pela violência e pelas disputas de poder, The Owl House constrói essa vivência a partir do afeto, da descoberta e do pertencimento, evidenciando diferentes possibilidades de representação e demonstrando que a monstruosidade assume significados distintos conforme o contexto narrativo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados também evidenciam a potência da animação enquanto linguagem para a construção de narrativas dissidentes e reafirmam a Cartografia Sentimental como uma metodologia capaz de reconhecer a produção de conhecimento para além da escrita acadêmica, incorporando os afetos, as experimentações e a produção artística ao percurso investigativo. Dessa maneira, a pesquisa contribui para ampliar as discussões acerca das representações sáficas na animação, aproximando esse campo dos estudos de gênero e sexualidade e evidenciando novas possibilidades de compreensão sobre as figuras monstruosas enquanto dispositivos simbólicos de produção de subjetividades e experiências dissidentes.

PALAVRAS-CHAVE: Animação; Tecnologias de gênero; Teoria queer; Monstruosidade; Representações sáficas.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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