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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE ADESÃO MEDICAMENTOSA EM IDOSOS HIPERTENSOS VS. NORMOTENSOS EM UM AMBULATÓRIO SECUNDÁRIO DO SUS

GASPAR, Ellen Camily Rufatto¹; BAENA, Cristina Pellegrino³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) representa uma das doenças crônicas mais prevalentes entre idosos e está frequentemente associada à necessidade de tratamento medicamentoso contínuo. Entretanto, a adesão terapêutica é influenciada por múltiplos fatores clínicos, funcionais e psicossociais, permanecendo incerto se o diagnóstico de hipertensão, isoladamente, constitui um determinante da adesão medicamentosa. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da adesão medicamentosa em idosos hipertensos e normotensos atendidos em ambulatórios secundários do Sistema Único de Saúde (SUS), identificando fatores associados à adesão e possíveis diferenças entre os grupos. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional, transversal e multicêntrico, realizado com 597 idosos com idade igual ou superior a 60 anos, atendidos em ambulatórios de Curitiba e Londrina. Foram coletadas informações sociodemográficas, clínicas, funcionais e psicossociais por meio de entrevistas estruturadas, revisão de prontuários e aplicação de instrumentos validados, incluindo a Medida de Adesão aos Tratamentos (MAT) e o Brief Medication Questionnaire (BMQ). RESULTADOS: Dos participantes, 415 (69,5%) apresentavam HAS e 182 (30,5%) não possuíam o diagnóstico. Os idosos hipertensos apresentaram maior idade, maior número de comorbidades, maior carga diária de comprimidos, maior frequência de quedas, dependência funcional, dificuldades relacionadas ao uso dos medicamentos e utilização de métodos de recordação. Apesar dessa maior complexidade clínica e terapêutica, não houve diferença significativa na adesão medicamentosa entre hipertensos e normotensos. Na regressão logística, a presença de hipertensão não se associou à não adesão, tanto na análise univariada quanto após ajuste por variáveis biopsicossociais e comportamentais. Em contrapartida, a presença de solidão, crenças negativas em relação aos medicamentos e dificuldades práticas no uso da terapia permaneceram independentemente associadas ao aumento da chance de não adesão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a hipertensão arterial sistêmica, isoladamente, não constitui fator determinante da adesão medicamentosa entre idosos atendidos em ambulatórios secundários do SUS. Os achados sugerem que aspectos psicossociais, comportamentais e relacionados à experiência individual com o tratamento exercem maior influência sobre a adesão do que o próprio diagnóstico, reforçando a necessidade de estratégias multidisciplinares e centradas no paciente para otimizar o cuidado à população idosa.

PALAVRAS-CHAVE: Adesão medicamentosa; Hipertensão Arterial Sistêmica; Idoso; Sistema Único de Saúde.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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