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SELEÇÃO DE ESPÉCIES COM POTENCIAL COMESTÍVEL PARA TELHADOS VERDES EXTENSIVOS

FLORES, Sofia Gabriele Souza¹; NOYA, Mariana Grassi³
Curso do(a) Estudante: Ciências Biológicas – Bacharelado – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Agronomia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Telhados verdes constituem infraestruturas que contribuem para a retenção de água pluvial, amenização térmica urbana e aumento da biodiversidade vegetal em ambientes construídos, sendo o monitoramento da cobertura vegetal essencial para avaliar seu desempenho ecológico ao longo do tempo. OBJETIVOS: Este trabalho teve como objetivo monitorar e comparar a evolução do crescimento da cobertura vegetal, expressa em percentual de área ocupada, em dois telhados verdes extensivos, cada um subdividido em quatro quadrantes (Q1 a Q4), cultivados com as espécies Pereskia aculeata, Begonia semperflorens e Amaranthus viridis (Telhado 1) e Amaranthus viridis, Stachys byzantina e Begonia semperflorens (Telhado 2), relacionando essa evolução às condições climáticas registradas na estação meteorológica automática do INMET em Curitiba MATERIAIS E MÉTODO: Foram realizadas nove campanhas de amostragem entre 13/11/2025 e 13/06/2026, nas quais se registrou, para cada quadrante, o número de indivíduos, a quantidade de partículas, a área total e a área média ocupada pela vegetação, calculando-se o percentual de cobertura vegetal em relação à área do quadrante. Paralelamente, dados horários de precipitação, temperatura do ar, umidade relativa e radiação solar global foram obtidos da estação, referentes ao período de janeiro a junho de 2026 e agregados em médias e totais mensais para subsidiar a análise comparativa. RESULTADOS: Observou-se, em ambos os telhados, incremento expressivo da cobertura vegetal entre novembro de 2025 e março de 2026, com percentuais evoluindo de valores próximos a 0-5% para máximos de 20 a 38% no Telhado 1 e de 18 a 34% no Telhado 2, período que coincide com os maiores volumes de precipitação mensal registrados, de 127,4 mm em janeiro e 131,6 mm em fevereiro de 2026, e com temperaturas médias mensais mais elevadas, próximas de 21°C. A partir de março, verificou-se oscilação da cobertura vegetal na maioria dos quadrantes, com reduções e recuperações sucessivas, período que coincidiu com queda progressiva da temperatura média mensal, de 21,4°C em março para 13,5°C em junho, e da radiação solar média, de 210,0 para 111,0 W/m², acompanhada de aumento da umidade relativa média, de 80,1% para 85,6%. O Telhado 2 apresentou, de modo geral, percentuais de cobertura mais elevados nos quadrantes ocupados por Stachys byzantina, enquanto no Telhado 1 a espécie Pereskia aculeata destacou-se nos quadrantes Q1 e Q4. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados indicam associação entre a variação sazonal das condições climáticas, sobretudo precipitação, temperatura e radiação solar, e o desenvolvimento da cobertura vegetal nos telhados avaliados, sugerindo que as espécies Stachys byzantina e Pereskia aculeata apresentaram maior capacidade de estabelecimento nos quadrantes monitorados, o que reforça a relevância do monitoramento contínuo para o manejo adequado de sistemas de telhados verdes.

PALAVRAS-CHAVE: Telhado verde; Cobertura vegetal; Monitoramento ambiental; Variáveis climáticas; Biodiversidade urbana.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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