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INFLUÊNCIA DA SAÚDE MENTAL MATERNA NO DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL INFANTIL

FIGUEIREDO, Mariana Class¹; TACLA, Thaise Lohr³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Os primeiros mil dias de vida constituem um período crítico para o desenvolvimento infantil, sendo marcado por intensas transformações e influenciado por múltiplos fatores, entre os quais se destacam as condições de saúde mental materna e o ambiente de cuidado. Estudos indicam que as relações estabelecidas entre a mãe e o bebê tem papel importante para o desenvolvimento saudável no primeiro ano de vida. OBJETIVOS: Verificar se existe relação entre a saúde mental materna e o desenvolvimento na área pessoal-social dos bebês no primeiro ano de vida. MATERIAIS E MÉTODO: Foram coletados os dados no estudo de Coorte de Saúde Materno-Infantil (COOSMIC), referente ao desenvolvimento infantil e saúde mental materna. A amostra foi composta de 10 díades (mães e bebês), participaram do estudo mães com filhos de até 12 meses. Para avaliar o desenvolvimento dos bebês foi utilizado o Teste de Triagem Denver II, participaram do estudo bebês com as idades: 3, 6 e 12 meses. Para avaliar a saúde mental materna, foram utilizados dados obtidos por meio de entrevista, contemplando questões relacionadas à presença de sintomas e diagnósticos de ansiedade e depressão materna. RESULTADOS: No que se refere a saúde mental materna verificou-se que 60% das mães relataram realizar acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, 30,0% possuem diagnóstico de depressão e 30,0% diagnóstico de ansiedade. Já na avaliação do desenvolvimento, verificou-se que 60% dos bebês apresentam desenvolvimento esperado para a idade e 40% dos bebês apresentaram atraso no desenvolvimento. Observou-se associação entre ansiedade materna e atraso no desenvolvimento infantil, no entanto, a relação não foi estatisticamente significativa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Foi possível observar a prevalência de atrasos no desenvolvimento em bebês que as mães apresentaram diagnóstico de ansiedade, mas a relação entre as variáveis não se sustentou, devido ao tamanho da amostra. A ausência de associação significativa pode estar atrelada ao reduzido tamanho amostral (N=10), o que limita o poder estatístico do estudo para detectar potenciais efeitos reais na população, não descartando a existência da relação investigada. Sugere-se a realização de novos estudos com amostras ampliadas, reforçando-se a importância da atenção à saúde mental materna para a promoção do desenvolvimento infantil.

PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento infantil; Relação Materno-Infantil; Desenvolvimento Psicossocial; Saúde mental materna; Mil Dias.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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